Desporto

Filipe Toledo vence Moche Rip Curl Pro Portugal

30 out 2015 00:00

Final do Moche Rip Curl Pro Portugal disputada em português... tropical

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Jacinto Silva Duro

O brasileiro Filipe Toledo venceu hoje a etapa portuguesa do circuito mundial de surf, alcançando a terceira vitória da temporada e da carreira, ao impor-se na final, em Peniche, ao compatriota Ítalo Ferreira.

Filipe Toledo regressou aos triunfos no Moche Rip Curl Pro Portugal, da 10.ª e penúltima etapa do circuito, depois de ter vencido em Gold Coast, na Austrália, e no Rio de Janeiro, no Brasil, ao somar 17,83 pontos (10 e 7,83), contra 17,13 (7,2 e 9,93) do compatriota.

Com este triunfo, Toledo subiu do 6.º para o 2.º lugar do ‘ranking’, a 200 pontos do australiano Mick Fanning, que manteve a liderança apesar de ter sido eliminado na terceira ronda pelo ‘wild-card’ português Frederico Morais.

Toledo foi o protagonista da única nota ‘10’ do campeonato, no ‘heat’ decisivo diante de Ítalo Ferreira, que se estreou em finais após eliminar o também ‘wild-card’ luso Vasco Ribeiro, nas meias-finais.

O título mundial vai ser encontrado no Billabong Pipe Masters, da 11.ª e última etapa do circuito, a disputar entre 08 e 20 de dezembro, no Havai, onde vão chegar seis surfistas com possibilidade de conquistar o cetro, casos de Fanning (49.900), Toledo (49.700), Souza (49.350) e os australianos Owen Wright (43.600) e Julian Wilson (41.450).

Vasco Ribeiro desencontrado com o mar
Durante a tarde, o ‘wild-card’ português, Vasco Ribeiro, falhou o acesso à final do Moche Rip Curl Pro Portugal, ao perder nas meias-finais frente ao brasileiro Italo Ferreira. Não obstante, alcançou a melhor classificação de sempre de um português na etapa do circuito mundial de Peniche.

O surfista luso conquistou 9,10 pontos (3,6 e 5,5), contra 13,37 (5,87 e 7,5) de Italo Ferreira, que ‘vingou’ hoje a derrota na final do mundial de juniores frente ao português, a 29 de Outubro de 2014, na Ericeira.

O surfista português reconheceu hoje estar "desencontrado com o mar" nas meias-finais da etapa portuguesa do circuito mundial de surf, em Peniche, explicando assim a sua eliminação na prova.

A estratégia, segundo contou aos jornalistas, era a mesma dos outros ‘heats’, mas as boas ondas não apareceram.

"Faltou-me estar nas melhores ondas e apanhar as melhores ondas. Ele foi mais forte do que eu. Apanhou agora no fim um sete [pontos], uma onda boa. Eu sabia que se viesse a onda era capaz de fazer, mas infelizmente estava desencontrado com o mar, o que acontece. Fica para a próxima", disse.

Apesar da derrota e de ter sonhado com a presença na final, Vasco Ribeiro rejeitou qualquer desilusão.

"É impossível estar desiludido com umas meias-finais, sendo ‘wild card’ e na primeira vez [a participar numa prova] no WCT. Estou contente. Sonhar é fácil. Até sonhava com a final, mas sinceramente, não estava à espera de chegar às meias-finais", admitiu.

A sua prestação deixou ainda o surfista da praia da Poça uma certeza: "foi excelente e isto foi um ‘cheirinho’ do ‘world tour’ e é aqui que quero estar".

Além disso, o estreante de uma etapa no circuito mundial garantiu levar da prova de Peniche "muita experiência".

"É um prazer competir contra os melhores surfistas do mundo. Sobretudo, levo muita aprendizagem", sustentou.

"É engraçado. Exactamente há um ano fizemos uma final juntos no mundial de juniores e agora, estarmos aqui nas meias-finais do WCT, é incrível. O Italo é um excelente surfista, top 10 mundial", elogiou.

Na sua estreia, o campeão do mundo de juniores, de 20 anos, igualou os melhores resultados portugueses em etapas do circuito mundial, todos obtidos por Tiago Pires, que, durante os sete anos entre a elite, chegou por três vezes às meias-finais.

Lusa/Jornal de Leiria