Sociedade

Falta de medicamentos afectou mais de metade dos utentes do distrito

20 ago 2019 00:00

Estudo revela que 5,5% dos doentes tiveram de parar tratamento.

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Maria Anabela Silva

No último ano, mais de metade dos utentes (52%) do distrito enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos. Destes, 20% foram obrigados a recorrer a uma nova consulta para obter o fármaco disponível e 5,5% tiveram mesmo de parar o tratamento.

Os dados são revelados por um inquérito, realizado pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), segundo o qual, as regiões “mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do País” são as que declararam maiores dificuldades no acesso à medicação prescrita.

O estudo Impacto da indisponibilidade do medicamento – Análise regional e por tipologia, divulgado pela Associação Nacional de Farmácias (ANF), revela que a falta de medicamentos afectou 52,2% dos portugueses (Leiria está dentro da média nacional), sendo que nos distritos de Beja e da Guarda a percentagem chega quase aos 70%.

“A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição”, realça a ANF em nota de imprensa, sublinhando que o recurso a essas essas consultas “causou elevados custos, quer para o sistema de saúde (35,3 a 43,8 milhões de euros) quer para o utente (2,1 a 4,4 milhões de euros)”.

“O problema da falta de alguns medicamentos é preocupante para os médicos, sobretudo quando se trata de princípios activos únicos e sem possibilidade de substituição. Os constrangimentos para os doentes são graves, tendo que recorrer-se ao tratamento com medicação de uso hospitalar, com as consequências nefa

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