Saúde

Directores clínicos do Centro Hospitalar de Leiria solidários com colegas da Urgência

27 fev 2019 00:00

Os responsáveis médicos exigem ainda aos "organismos da tutela uma resposta adequada"

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Jacinto Silva Duro

Os directores de serviço da área clínica do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) anunciaram hoje que estão solidários com os médicos do Serviço de Urgência do Hospital de Santo André, em Leiria.

Após reunião na terça-feira, os directores de serviço manifestam, em comunicado, "aos colegas que no dia-a-dia trabalham no Serviço de Urgência Geral total solidariedade, deixando claro que o problema" deste serviço é extensível a "toda a instituição" e afecta todos os médicos.

No texto, assinado por 20 directores clínicos, os médicos justificam que o CHL tem "sido objecto de várias notícias veiculadas pela comunicação social, em consequência da complexa situação vivida no Serviço de Urgência, sobrecarregado pelo elevado número de doentes que a ele têm acorrido ao longo dos últimos meses".

"Esta situação levou recentemente a uma tomada de posição das chefias das equipas que naquele serviço trabalham”, acrescentam.

No comunicado, é reconhecida a "gravidade dos problemas, bem como a necessidade da implementação de um conjunto de medidas urgentes para as quais manifestam toda a disponibilidade para colaborar".

Os responsáveis médicos exigem ainda aos "organismos da tutela uma resposta adequada, conscientes que estão da natureza multifatorial desta situação, a que não são alheios os constrangimentos de natureza financeira, a falta de recursos humanos, a total perda de autonomia das instituições e a incapacidade de resolução do problema do acesso aos serviços de saúde".

O documento, que será enviado ao presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria, à ministra da Saúde, ao bastonário da Ordem dos Médicos e aos sindicatos médicos, apela às "organizações profissionais que não contribuam para este clima e que, pelo contrário, possam participar na procura das melhores soluções".

Segundo o comunicado, os médicos dizem ainda estar em "total desacordo como o problema do Serviço de Urgência tem sido tratado por alguns órgãos de comunicação social" e solicitam que, "no cumprimento da sua missão, não ponham em causa o bom nome e o prestígio da instituição, bem como a dignidade dos profissionais que nela trabalham".