Economia

Dinâmica dos moldes e plásticos beneficia empresas de construção

16 mar 2017 00:00

As empresas de moldes e plásticos vivem um bom momento, com subidas nas encomendas, e muitas estão a ampliar ou a construir novas instalações. Construção beneficia desta dinâmica

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Raquel de Sousa Silva

O grupo TJ Moldes pretende construir uma nova unidade produtiva e investir na ampliação de duas outras, num montante que pode ascender a seis milhões de euros; a Hidromarinha tem praticamente concluídas as novas instalações de 2500 metros quadrados à entrada da cidade, um investimento de 1,2 milhões de euros com o qual dá continuidade à política de crescimento sustentado e responde à necessidade de diversificar os produtos e o stock.

Estes são apenas dois exemplos de empresas da áreas dos moldes e ferramentas especiais que estão a investir em instalações, investimentos que dinamizam a economia local, na medida em que representam actividade para empresas da área da construção.

Muitos outros se poderiam apontar. Entre eles, as novas instalações da Plimex (plásticos), também na Marinha Grande, ou as da Moldes D4, inauguradas no final do ano passado na Batalha pelo ministro da Economia.

Na ocasião, o administrador Carlos Rosa lembrou que o investimento de 1,6 milhões de euros nas novas instalações representa “um momento marcante para o crescimento da empresa”, na medida em que permite aumentar a facturação e gerar emprego, mas também “contribui para o desenvolvimento da região de Leiria e do País”.

Uma das áreas directamente beneficiadas com esta dinâmica dos moldes e plásticos é a construção. Paulo Rosa, empreiteiro responsável pela obra da Moldes D4, afirma que um projecto desta envergadura dá trabalho a muitas empresas. E admite que a obra pesou cerca de 80% no total da sua actividade profissional durante o ano passado.

Para Frederico Barosa, a construção está a “beneficiar altamente” com a dinâmica das indústrias de moldes e plásticos. E o que faz com que as empresas estejam a investir em instalações? Pelo menos três factores, na opinião do arquitecto da Marinha Grande. Um deles é o facto de terem mais encomendas; outro é o financiamento existente no âmbito do Portugal 2020; e o outro a possibilidade de regularizarem, alterarem e/ou ampliarem estabelecimentos, consagrada no Decreto Lei 165/2014.

No caso do gabinete EME, de que Frederico Barosa é sócio, “a maioria” dos projectos de obras em mãos ou em perspectiva é de empresas de moldes ou plásticos, revela. 

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