Desporto

Desporto para homens e mulheres… de barba rija (com galeria)

6 set 2018 00:00

Pédevento | A secção de Carro à Vela do Núcleo de Espeleologia de Leiria (NEL) pegou num velho pelado em Porto de Mós e deu-lhe nova vida. Os velejadores voam baixinho em São Bento, onde o vento é rei

Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Marcelo Brites/JL
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
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Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
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Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Sarah Beach/NEL Pédevento
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Jacinto Silva Duro

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No país de navegadores, onde as proezas dos marinheiros dos séculos XV e XVI são lendárias e uma marca importante da identidade, a maioria das pessoas vive de costas voltadas para o oceano. 

Há poucos desportos de mar e água e ainda menos os que evoquem a arte de domar os ventos. Mas, se as águas ferozes e frias do Atlântico não ajudam, já o vento está a abrir uma oportunidade de aproveitar os desportos de vela. Pelo menos, para o NEL Pédevento.

A mais recente secção do Núcleo de Espeleologia de Leiria (NEL) resulta da fusão da equipa Carro à Vela Portugal, com o clube de desportos de aventura pratica uma modalidade com cerca de centena e meia de praticantes no nosso País.

O carro à vela tem ainda a vantagem de ser um desporto inclusivo que pode ser praticado por praticamente todos. Há quatro anos a velejar juntos, David Allen e Dário Ruivo, são o núcleo duro desta modalidade na região. Adoram “voar baixinho” a todo o pano.

Foi esta a dupla que criou o Carro à Vela Portugal, uma “selecção” informal de velejadores, precursora do NEL Pédevento, que tem como objectivo praticar o desporto a nível internacional. O primeiro é um cidadão britânico que se fixou em Ansião, há vários anos, e o segundo é um amante de desportos alternativos, de Leiria.

Em Setembro de 2017, foram os únicos representantes de Portugal no 52.º Campeonato Europeu de Carro à Vela (EC2017), na Irlanda. Os cascos hidrodinâmicos são substituídos por rodas e eixos resistentes e a superfície das águas pela pista de terra batida ou a areia rija da baixa-mar, tal como acontece noutros países da Europa e América, onde o desporto é praticado por dezenas de milhar de atletas.
 

Quilómetros de vela
Núcleo duro

David Allen é um velejador de dupla nacionalidade - australiana e inglesa – mas isso não o impede de "vestir" o estandarte das quinas. Veterano deste desporto, já concorreu no Campeonato do Mundo, na Bélgica, e no Campeonato Europeu, em Hoylake, em Inglaterra (2011), envergando as cores do Reino Unido. Dário Ruivo, por seu turno, já leva 20 anos e muitos quilómetros de vela percorridos em terra. Os dois conheceram- -se em 2015, no Festival do Vento, em Aveiro. O primeiro andava pelo areal com o seu carro à vela e emprestou-o ao segundo que o deixaria de boca aberta com as suas manobras. Tornaram-se amigos e companheiros desportivos, para a prática.

 

Sem discriminação
É o mais importante dos acessórios desportivos, logo a seguir à vela, às luvas e capacete de protecção. “É precisa barba rija. Homens e mulheres de barba rija, não discriminamos!”, brincam os elementos da direcção da nova secção do NEL.

Na verdade, há já várias mulheres a experimentar e a velejar com maior perícia do que muitos homens, reconhecem. O desporto, normalmente, é praticado junto ao mar, mas entre Junho e Setembro, as praias estão cheias de veraneantes, pelo que o Pédevento refugiou-se no seu retiro estival na aldeia de São Bento, Porto de Mós.

Uma vez por mês, quem chega à localidade, vê, do outro lado do vale, não as velas de moinhos, mas um tipo de panos que seria de esperar apenas ver-se dentro de água. Contudo, o mar está muito longe do topo da Serra dos Candeeiros.

No antigo campo de futebol pelado já não se joga futebol, mas os velejadores do Pédevento encontraram ali uma nova casa, colocada à disposição pelo Clube Desportivo de São Bento, através do Núcleo de Espeleologia de Leiria.

Márcio Rafael, presidente do Clube Desportivo de São Bento, recorda com saudade os amigáveis jogos de solteiros contra casados onde disputou a bola com os amigos e está contente de poder ver o velho pelado com nova vida.

“Penso que também será uma maneira de trazer pessoas a visitar a freguesia e a sua beleza natural”, explica e adianta que, na aldeia, a vista das coloridas velas de barcos a acelerar no recinto desportivo, primeiro causou estranheza e depois perguntas. Muitas perguntas.

A aposta da secção, agora, é formar novos pilotos e captar mais jovens para a prática de carro à vela e, se possível, envolver a comunidade de São Bento, neste esforço. Para já, contam com o apoio do Clube Desportivo para, todos os segundos domingos de cada mês, organizarem uma sessão de treino – bootcamp – gratuita e aberta a todos (a próxima será no domingo, dia 9 de Setembro). 

Se, nas primeiras sessões, eram apenas quatro pilotos com três carros, agora já há gente a vir de Braga, Leiria, Lisboa e do Bombarral para se juntar ao Pédevento. David Allen su

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