Desporto

Desde 2010, os miúdos fizeram entrar 240 mil euros nos cofres da União de Leiria

25 nov 2016 00:00

Verba recebida pelo clube é referente a direitos de formação e compensações por solidariedade.

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A última Assembleia Geral da União de Leiria terminou com as questões de direitos de formação e compensações por solidariedade em cima da mesa.

O presidente Paulo Sarraipa disse ter recebido 5 mil euros, com IVA incluído, por Leandro Antunes ter assinado o primeiro contrato de trabalho profissional com o Sporting de Braga.

Contrapôs Fernando Encarnação, antigo responsável pelo futebol jovem, afirmando que, legalmente, o clube deveria ter recebido 10.652 euros + IVA.

A discussão deverá ter novos episódios. Enquanto isso, fomos perceber quanto já recebeu a União de Leiria pelos jogadores formados em Santa Eufémia.

Em Novembro de 2007 era inaugurada a sua academia dedicada ao futebol de formação. Com a obra – e sobretudo a colocação de um relvado sintético – os anos dos pelados, da lama, e das pernas esfoladas ficavam, em grande medida, para trás.

O trabalho produzido com os mais novos passou a ser, inevitavelmente, de melhor qualidade e isso foi tornando-se evidente com o passar dos anos.

E mesmo que as equipas seniores nem sempre tenham sido a montra com que sonhava quem trabalhava na Academia de Santa Eufémia, as flores acabaram por tornar-se em frutos.

De tal forma que, desde 2010, a União de Leiria somou praticamente 240 mil euros entre direitos de formação e compensações de solidariedade pela transferência de jogadores que passaram pelo emblema do castelo.

E a verba só não roça os 300 mil euros porque, por força da insolvência do Le Mans, o clube de Leiria acabou por não receber qualquer verba relativa à compensação por solidariedade da transferência de João Paulo Andrade, do FC Porto, para aquele clube francês, por 1,5 milhões de euros.

Desde 2003 que Fernando Encarnação, responsável pelo futebol de formação da União de Leiria até ao passado dia 28 de Maio, tinha dois objectivos bem definidos para a sua área de jurisdição: ter “todas as equipas nos campeonatos nacionais”, o que “significava dotar as equipas dos melhores atletas e dos melhores treinadores dentro das possibilidades do clube”.

“A expectativa que tínhamos – e foi sendo feito ao longo dos anos – era capaz de criar receitas extraordinárias que se perpetuassem, de forma que, pelo seu recebimento, pudessem servir para financiar o investimento do nosso clube”, explicou na última Assembleia Geral.

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