Sociedade

Das letras para a mediação imobiliária

9 mar 2019 00:00

Da música, passando pelo jornalismo, até ao mercado imobiliário

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Daniela Franco Sousa

Foi baixista e membro fundador dos Estado Sónico, foi jornalista e abriu um restaurante. Mas é como mediador imobiliário que encontramos hoje Mário Nicolau. Afastado da visão romântica que tinha inicialmente sobre o jornalismo, Mário Nicolau aposta hoje numa outra profissão, com a qual tem feito uma grande aprendizagem. Uma experiência onde espera poder vir a investir ainda mais do seu tempo.

Nasceu na Clínica da Marinha Grande (actualmente Clinigrande) no dia 2 de Setembro de 1972. “Tenho uma costela da Figueira da Foz. A família do meu pai é de lá, embora tenha vindo viver para a Marinha Grande quando ele tinha oito anos”, conta Mário Nicolau. Já a sua família materna está na Marinha Grande há gerações. “Pelo que consegui investigar, pelo menos desde o início do século XIX”, salienta.

E foi sempre na Marinha Grande que Mário Nicolau estudou até se licenciar em Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.

Nesses tempos de juventude, foi baixista e membro fundador dos Estado Sónico, banda que integrava com José Polido, Tiago Granja, Garry Vicente, Luís Guerreiro e Nuno Lopes. Saiu do grupo em 1997 e, depois disso, juntou- -se a Carlos Martins e Cláudio Garcia. “Ensaiámos alguns meses e ainda tocámos uma vez ao vivo no Snoobar, na primeira parte dos Big Me (a banda do Garry). Depois 'adormeci' um pouco para a música entre 2001 e 2005”, conta Mário Nicolau.

“Depois disso, comprei algum material que me permitiu fazer umas brincadeiras em casa. Nada de sério. São músicas, outras são apenas esboços. Vou guardando. Um dialogo se verá. Chego a passar meses sem fazer nada. Mas um dia aparecem-me umas palavras na cabeça com uma melodia e lá vou eu para o teclado para tentar passar cá para fora”, conta Mário Nicolau.

A música é apenas uma das facetas de um percurso muito diversificado. “A primeira vez que recebi um salário foi num trabalho de férias, na Molde Matos, onde o meu pai trabalhava nessa época, em meados da década de 80 do século passado. Depois trabalhei no bar da Hot Rio, em São Pedro de Moel, mais de dois anos, enquanto acabava o ensino secundário. Depois fui para a universidade. E em 1998 comecei a trabalhar no extinto jornal O Correio, que pertencia ao grupo do Região de Leiria. Só mais tarde fui para o Região de Leiria”, recorda Mário Nicolau, a quem o jornalismo já não atrai.

“Tinha uma visão muito romântica do jornalismo e essa visão acabou passados alguns anos na profissão.” Foi depois do Região de Leiria, que vieram a seguirse outras experiências profissionais.

Fez assessoria de imprensa e criou um bar/restaurante chamado Tertuliar, que pretendia juntar a gastronomia à música e a outras artes. “Pode-se dizer que foi uma boa ideia, no local errado e dois anos antes do tempo. Serviu como experiência. Aprendi muito nesse período”, relata Mário Nicolau, que continua a cozinhar e a inventar receitas, mas agora só para os amigos e família. Ao mesmo tempo que colaborava com o Jornal da Marinha Grande(onde continua a colaborar pontualmente), foi agarrando outras oportunidades.

“Depois da 'aventura' do Tertuliar apareceu a hipótese de fazer uma formação (CET) na área da construção e administração de websitese decidi ir por aí. É uma área fascinante”, salienta Mário Nicolau, que entretanto tem feito alguma formação adicional na área. A oportunidade na mediação imobiliária surgiu há alguns meses.

“Decidi experimentar. E tem sido uma experiência muito gratificante. Aprendi muito com as formações que me foram proporcionadas. E quando digo que aprendi, não me refiro apenas em aprendizagem para a área especificamente, mas em termos gerais. É realmente a actividade que me ocupa mais tempo. E espero que venha a ocupar mais”, adianta Mário Nicolau.

A aposta tem-lhe corrido bem. “Os desafios passam por encontrar soluções para os clientes, sejam eles compradores ou proprietários. Há situações mais fáceis de ultrapassar do que outras. Mas eu gosto de desafios”, sublinha o mediador.

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