Sociedade

Dar a volta ao mundo (ou quase) em 10 restaurantes de Leiria

23 fev 2019 00:00

Novas opções para experimentar a cozinha internacional.

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Nos últimos 12 meses, Leiria ganhou novas possibilidades para experimentar a cozinha internacional, no estado mais puro ou sob a forma de inspiração que reinterpreta a gastronomia portuguesa. 

Do Brasil ao Japão, do México a Moçambique, da Índia a França e Itália, são 10 novos restaurantes, com portas abertas desde o primeiro trimestre de 2018. 

França. La Table Ronde (estrada dos Marinheiros), o lugar onde Fernando e Fátima Dionízio aplicam a experiência acumulada ao longo de 31 anos na Suíça. Com sugestões que chegam de França, mas também de Itália, entre outras origens, sobressai o muito italiano antipasto de bife tártaro, mozzarella, presunto, molho pesto e legumes grelhados; a massa tagliollini St. Marzano com tomates frescos e burrata; o clássico francês tournedos Rossini, ou seja, filet mignon de vaca e foie gras, com risotto e legumes; e a salada La Tagliatta, com carne de vaca fatiada ao sal de Guérande e raspas de queijo parmesão. Como sobremesa, a especialidade é o fondant surprise, um petit gâteau de chocolate e caramelo. 

Do Peru ao Alasca. Avançar pela carta do espaço Domundo (avenida Marquês de Pombal) é como girar o globo com a ponta dos dedos. O conceito é declaradamente multicultural, num restaurante para todas as horas do dia. Exemplos de opções que estão ou já estiveram disponíveis: goulash à húngara, ceviche de salmão, caju e abacate em pão tostado; húmus com azeitonas e beringelas para experimentar com chips de milho; sopa Sr. Miagy, à base de miso, cogumelo shitake e couve; soufflé alaska com rum branco; ou risotto milano, com cogumelos e trufa. 

China. O mais recente restaurante chinês de Leiria, o Lai- Cun, na Rua Rodrigues Cordeiro, tem menus diários (só no período do almoço) e também serviço à carta. Não faltam o frango kung pao, o salteado três delícias, o chop-suey de frango e o porco agridoce, nem os combinados vegetarianos, sem esquecer o obrigatório crepe de legumes. Outros destaques: vaca mongol, com molho de ostras ou com rebentos de bambu; frango à general tso, frito com amêndoas ou picante; e gambas com arroz frito ao estilo yangzhou, com caril ou com cogumelos chineses. 

Do México ao Médio Oriente. O húmus do Médio Oriente, a curcuma ou açafrão da Índia, o guacamole do México, a quinoa e o abacate da América do Sul, entre muitos outros elementos, dão um toque multicultural às propostas do Bali, na Rua Machado Santos. Há sopas, e crepiocas, tostas e torradas, hambúrgueres, smoothie bowls de iogurte e saladas, sumos naturais e supper lates aditivados. 

Portugal com Suíça. Depois de 17 anos a trabalhar na restauração na Suíça, o chef Sérgio Cabaço comanda o novo restaurante Três Bicas, junto à fonte com o mesmo nome. Do país dos relógios e do tenista que joga como um relógio, traz inspiração da mesa internacional, que se reflecte nas tapas (huevos revueltos, revuelto surpresa, pimentos padron em flor de sal e ventriglio) e nos pratos principais (fondue de carne, risotto de bacalhau e camarão ou entrecôte de vaca com manteiga de alho). 

Japão. Ginkgo é uma espécie originária da China, mas, em Leiria, é agora sinónimo de sushi. O restaurante na rotunda das Olhalvas funciona em sistema buffet e também disponibiliza cervejas oriundas do Japão: é o caso das marcas Kirin e Sapporo. 

Portugal com Itália. No restaurante Vista (Rua Tenente Valadim) há cozinha portuguesa e registos da gastronomia internacional, nomeadamente de França e Itália. Destaque para os risottos – por exemplo, de cogumelos a acompanhar o confit de pato e de tomate e manjericão em parceria com filete de peixe galo – e para o entrecôte de novilho. A viagem além-fronteiras prossegue durante a sobremesa: pavlova com frutos vermelhos ou parfait de chocolate com sorbet de framboesa. 

Índia. Comida genuína e receitas tradicionais da Índia, com todo o picante a que o cliente tem direito, no Sabores da Índia (Rua Gago Coutinho), pela mão do chef Pushpinder Singh Multani. Destaque para o railway chicken curry, o autêntico caril de frango vendido nos comboios da Índia. Outros clássicos: biryani com vegetais, galinha, borrego ou camarão; lamb vindaloo (borrego com batata, cozinhado à moda de Goa); chicken madras (frango com cebola, côco, limão e molho de tomate) e prawn curry (o inevitável caril de camarão). Sobremesa: bebinca, um bolo indo-português. 

Brasil. Marcelo Bianco e Viviane Bianco chegam do país irmão com a vibração do bossanova que anima o novo café bistrô Rei Arthur na Rua Gago Coutinho. Com uma ementa extensa e transversal, do Brasil trazem o famoso pastel de feira, tradicionalmente vendido nos mercados de rua, a coxinha de queijo com frango, a farinha de mandioca e, claro, a caipirinha. Também há feijoada com samba. 

De Moçambique a Goa. Nos Terraços do Marachão, a Casa da Lídia junta vários continentes à mesa. Por exemplo, em receitas de lombo de porco com maçã em estrela de anis ou perca com molho de miso branco. Mas a especialidade são o caril e as chamuças. Na família corre sangue de três continentes: o avô materno, nascido na China, fixouse em Moçambique e em Moçambique encontrou um amor africano; e o avô paterno, português, casou também em Moçambique, com uma indiana de Goa.

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