Sociedade

Corujas, falcões, lontras e tartarugas: 32 animais salvos pela BriPA da PSP

2 ago 2019 00:00

A Brigada de Protecção Ambiental da PSP protege animais e floresta. A equipa conta com um agente e um chefe, número reduzido para todas as competências que tem.

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Os colegas salvam pessoas. Saul Torc ato resgata animais em perigo. A Brigada de Protecç ão Ambiental (BriPA) da PSP de Leiria dedica-se a todos os processos relacionados com a natureza e o ambiente: desde a prevenção e defesa da floresta, aos crimes ambientais, matérias perigosas e animais.

Integrada na Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial de Leiria, a BriPA conta apenas com um agente e um chefe. “Gostava de apresentar mais resultados, mas sozinho é difícil.”

Sempre que há uma denúncia ambiental ou animal, Saul Torcato pega no material e acorre ao local, embora, por vezes, possa contar no terreno com o apoio de outros colegas.

“Tenho tantos processos para despachar, que assentam num número elevado de legislação, que ainda por cima é avulsa, de transposição europeia para o ordenamento jurídico português e em constante mutação. É difícil estar sempre a interromper o trabalho administrativo, que tem de ser feito, para ir ao terreno.”

Mas Saul Torcato não tem outra solução. Sendo o único agente da BriPA acumula todo o trabalho. “Seria uma grande ajuda ter alguém empenhado neste assunto a trabalhar comigo. Gostava de ter mais resultados, mas também teria de ter mais apoio e compreendo que o comando não me consiga dar aquilo que quero”, admite.

Pelas mãos de Saul Torcato já passaram aves de várias espécies, tartarugas exóticas, cobras-rateiras e até lontras. Este foi um dos animais que mais marcou o agente da PSP. “Encontrámos uma lontra no rio Lis. Tinha um ferimento grande na c abeça e sei que veio a falecer.”

Outra lontra foi encontrada na Marinha Grande e também acabou por morrer. “Tivemos de as entregar a Aveiro [Centro de Reabilitação de Animais Marinhos].”

A captura das lontras não foi fácil. “Foram apanhadas com um laço e um camaroeiro e colocadas numa caixa de transporte.” Demorou três horas.

“Mesmo feridas oferecem bastante resistê

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