Sociedade

Concurso para recolha de lixo gera polémica em Leiria

21 dez 2017 00:00

Recolha de lixo e limpeza urbana adjudicadas por 24,8 milhões de euros durante dez anos. Houve três propostas, todas elas com valores iguais. O desempate foi feito com recurso a sorteio, um mecanismo previsto na Lei.

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Causador de “estranheza”. Foi desta forma que os vereadores do PSD na Câmara de Leiria reagiram ao resultado do concurso para a recolha de lixo no concelho, que terminou com a apresentação de três propostas com “preço igual entre si até à centésima do cêntimo num universo de milhões de euros”.

O empate não se registou apenas no valor das propostas, mas também no número de viaturas a gás a utilizar na prestação do serviço. Pelo que, o concurso acabou por ser decidido por sorteio, um mecanismo de desempate previsto na Lei, como frisaram tanto o presidente como o director municipal da Câmara, durante a reunião de executivo realizada ontem.

Nessa reunião, foi aprovada a proposta de adjudicação do serviço por 24.806.310,41 euros a um agrupamento constituído pelas empresas Hidurbe Serviços, Valoriza Serviços Medioambientales e Luságua – Serviços Ambientais.

“Causa estranheza que as propostas a concurso tenham um preço igual até à centésima do cêntimo”, afirmou Ana Silveira, vereadora do PSD, que acusou a maioria socialista de “não zelar pelos interesses dos munícipes ao propor-se, logo à partida, a pagar um preço exorbitante por este serviço, calculado com base nos valores dos pagamentos, exagerados, efectuados no último ano”. Em causa está o preço base doconcurso, que a vereadora considerou “elevado e inflacionado”.

A resposta às criticas da oposição foi dada pelo director municipal, Leandro Sousa, que explicou que o preço base foi calculado a partir do estudo da “realidade e das necessidades do serviço”, feito pela Divisão de Desenvolvimento Económico e Ambiente, que “há anos acompanha este contrato”.

O técnico alegou que o valor que está “abaixo” dos custos actuais com o serviço. “O preço da adjudicação é inferior à factura anual paga que, no ano passado, foi de 2,9 milhões de euros. Se se mantiveram os valores de consumo, esse valor é superior ao da adjudicação”, afirmou o director municipal, frisando que, neste tipo de serviço, é também importante “acautelar a qualidade”. “Preço muito barato não é sinónimo de ser um bom contrato”, defendeu.

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