Sociedade

Catedral de Leiria disponibiliza espaço litúrgico acessível

26 nov 2019 16:12

 Guião e sinaléctica inclusivos tornam espaço único no País

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Todos os espaços litúrgicos terão as respetivas sinalécticas também nestes formatos.
Jornal de Leiria/Arquivo

A Catedral de Leiria será a primeira do País a contar com um guião multiformato impresso e com a identificação dos diferentes espaços litúrgicos, que permitirá a todos os públicos “ler” e conhecer os diferentes espaços.

O guião dos espaços litúrgicos e toda a sinaléctica da Catedral foram desenvolvidos pelo Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Politécnico de Leiria e ficará disponível nas comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se assinala a 3 de Dezembro, refere uma nota daquela instituição de ensino superior.

Os documentos estão disponíveis em braille com imagens em relevo, em escrita aumentada, e em sistema pictográfico para a comunicação, o que permite serem lidos por pessoas cegas, surdas e com incapacidade intelectual.

Todos os espaços litúrgicos terão as respetivas sinalécticas também nestes formatos.

O projecto resulta de uma parceria entre o CRID e a Conferência Episcopal Portuguesa, promovido pelo Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência (SPPD), da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

Depois da Catedral de Leiria, o projecto será alargado a outros espaços, revela ainda a nota.

A parceria surgiu do desafio que o SPPD lançou ao CRID para colaborar no projecto Comunicação Inclusiva no espaço litúrgico: identificação dos espaços, que “surgiu após a intervenção da professora Célia Sousa no âmbito da acção de formação da Equipa Nacional e das Diocesanas do Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, no Encontro inter-diocesano no Seminário de Santarém, em Outubro de 2018”, explica Isabel Mascarenhas Vale, responsável do SPPD.

“O CRID existe para trabalhar em prol de uma sociedade mais igualitária e inclusiva, e este é mais um passo para tornar todos espaços acessíveis”, sublinha Célia Sousa, coordenadora do CRID.

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