Sociedade

Castelo de Leiria ganha sala de espectáculos com cobertura da igreja da Pena

7 fev 2018 00:00

Orçadas em quase 900 mil euros, as obras visam travar a degradação do monumento e prepará-lo para receber espectáculos durante todo o ano. A cobertura será em cobre.

Imagem: CML
Imagem: Santos Pinheiro - Arquitectos Associados
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Imagem: Santos Pinheiro - Arquitectos Associados
Imagem: Santos Pinheiro - Arquitectos Associados
Imagem: Santos Pinheiro - Arquitectos Associados
Imagem: Santos Pinheiro - Arquitectos Associados
Maria Anabela Silva

Mais de um século depois de idealizado por Ernesto Korrodi, o arquitecto suíço que projectou a reconstrução do Castelo de Leiria, a Igreja da Pena vai voltar a ter cobertura.

A intervenção, que já recebeu o aval da Direcção-Geral do Património e Cultura, implicará um investimento de quase 900 mil euros.

De acordo com o projecto, aprovado na terça-feira em reunião de Câmara, a cobertura será revestida em cobre, assente numa estrutura metálica, sendo que, entre as duas abas, o telhado levará vidro, de forma a permitir a “entrada de luz”.

Vasco Pinheiro, da empresa Santos Pinheiro que elaborou o projecto, revela que ainda chegou a ser equacionada uma cobertura totalmente em vidro, mas as solução acabou por ser abandonada por questões relacionadas com “conforto térmico” e de acústica.

Durante a apresentação do projecto, aquele arquitecto explicou que a intervenção pretende “travar o processo de degradação” do edifício, mandado construir no século XIV por D. Dinis e reconstruído no reinado de D. Manuel I, no século XVI.

Por outro lado, a “devolução da cobertura” permitirá uma “utilização mais ampla do espaço”, criando condições para que possa ser utilizado para a realização de eventos durante todo o ano.

O projecto prevê o fecho das janelas existentes com vidro, o mesmo acontecendo com a porta que dá acesso à zona da Colegiada do Castelo.

O chão existente, colocado nos anos “50 ou 60” do século passado pelos Monumentos Nacionais, vai manter-se, mas levará um piso em madeira por cima. Esta solução pretende tornar o pavimento “mais confortável” e, ao mesmo tempo, criar espaço entre os dois pisos para “passar as infra-estruturas eléctricas e de telecomunicações”, explica o arquitecto Vasco Pinheiro.

O mesmo tipo de madeira será usado para forrar o tecto, criando “uma cumplicidade de material” entre o chão e a c

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