Sociedade
Câmara de Leiria recorreu a embarcação dos fuzileiros para retirar oito pessoas
Foram feitas evacuações preventivas na zona do Picheleiro e Barosa. Caudais do Lis e Lena estão a estabilizar
A inundação que afectou a zona da Ponte das Mestras obrigou a autarquia a deslocar 21 pessoas, das quais oito com recurso a uma embarcação por parte dos fuzileiros. Além dessas, houve 45 pessoas retiradas da zona envolvente à Escola Profissional de Leiria, em São Romão, todas elas por meios próprios.
No balanço mais recente, feito ao final da tarde pelo vereador da Protecção Civil, Luís Lopes dava ainda conta de que foram efectuadas "evacuações preventivas na zona do Picheleiro e Barosa", pedindo às pessoas para sair “antes de haver água”.
“Na maioria dos casos as pessoas acataram essa indicação e vieram, noutras isso não aconteceu”, disse, alertando para as consequências do não acatamento dessas recomendações, comportamento que pode tornar o socorro "mais complicado" e obrigar a “um envolvimento maior de recursos e é algo que não é desejado”. “Estão a colocar a sua vida em risco e não só a elas”, advertiu.
Durante o dia, a circulação de tráfego rodoviário esteve condicionada na avenida 22 de Maio, na Nova Leiria, "como medida preventiva" para, no caso de ser necessário fazer alguma "evacuação, "ter esse canal livre para movimentar os meios”.
Esse condicionamento foi, entretanto, levantado, com a circulação no Jardim da Almoinha, na Ponte das Mestras e na conhecida Ponta Cabreira a manter-se interdita. “Não é expectável que seja possível as pessoas que deslocámos regressarem a casa nas próximas horas, porque ainda vai levar algum tempo até o nível de água baixar”, explicou a autarca.
No briefing realizado ao final da tarde, o vereador referiu que “os caudais estão a estabilizar, ou seja, não se espera que haja um alargamento da zona inundada, a não ser que haja um rombo em um dos troços do Lis ou do Lena, o que não é expectável, uma vez que há uma redução da pressão também nestes locais”.
Luís Lopes informou que nas próximas horas se espera “alguma redução da ocorrência”, no entanto, haverá, “provavelmente, já daqui a dois ou três dias novamente um período de incidentes prolongados e a probabilidade de ocorrência de cheias, tal como durante o dia de hoje”.