Sociedade

Câmara de Leiria embargou obras de aviário no Picheleiro

7 ago 2019 00:00

A instalação avícola da Lusiaves prevê a existência de 59.900 aves.

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Jacinto Silva Duro

A Câmara de Leiria embargou os trabalhos de construção do aviário que a Lusiaves está a implementar na zona do Picheleiro, Barosa. A informação foi avançada pelo presidente da Autarquia, Raul Castro, na última reunião de executivo, negando, assim, que o Município tenha interposto uma “resolução fundamentada” para tentar impedir a suspensão da obra, já decretada pelo tribunal, na sequência de uma providência cautelar interposta pela população.

“Assim que a Câmara foi notificada da decisão judicial, fizemos o embargo da obra”, assegurou Raul Castro, em resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelos vereadores do PSD. A bancada da oposição, pela voz de Fernando Costa, defendeu que a população “tem toda a razão” e que o município deve “multar pesadamente” o promotor.

Na semana passada, a Comissão da População do Picheleiro veio a público acusar a Lusiaves de desrespeitar uma providência cautelar que, entende, impõe a suspensão dos trabalhos de construção do aviário. Em missiva enviada recentemente à Câmara de Leiria, a Comissão questionava sobre o valor da coima aplicada pelo facto de o desaterro “ter sido feito ilegalmente”.

A Lusiaves continua a não responder ao pedido de esclarecimentos feitos pelo JORNAL DE LEIRIA sobre as queixas da população.

A instalação avícola em causa prevê a existência de 59.900 aves e uma produção anual média de 8,6 milhões de ovos. Serão criados dois grupos de cinco pavilhões.