Economia

Bolsas + Indústria ajudam empresas da região a ganhar visibilidade

6 mar 2020 13:50

Cresce a cada ano o número de empresas que atribui bolsas + Indústria, no contexto de um projecto que visa aproximar academia e tecido empresarial, com benefícios reconhecidos para ambas

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Este ano são 39 as empresas que suportam bolsas de estudo
Ricardo Graça
Raquel de Sousa Silva

Participante na iniciativa desde a primeira edição, a Böllinghaus suporta este ano uma bolsa + Indústria e a remodelação de três quartos da residência de estudantes do Politécnico de Leiria. É uma das 39 empresas da região que este ano lectivo suportam as bolsas, concedidas a 48 estudantes que ingressaram em vários cursos da instituição com as melhores notas.

“É uma iniciativa que faz sentido. Estamos a contribuir para promover o mérito”, frisa Bruno Pedro, director da empresa de aços de Vieira de Leiria. A Böllinghaus tem suportado bolsas para o curso de engenharia electrotécnica e de computadores e embora nenhum dos alunos apoiados tenha ficado a trabalhar na unidade foram contratados “dois ou três” outros estudantes desse mesmo curso.

A adesão ao projecto + Indústria, de que as bolsas são apenas uma componente, “dá visibilidade” à empresa, nomeadamente junto de alunos e professores do Politécnico. É uma participação a pensar no futuro. “O facto de suportarmos bolsas acaba por nos dar projecção para outras ligações”, diz Bruno Pedro ao JORNAL DE LEIRIA.

Na semana passada, por exemplo, a empresa marcou presença na feira de estágios de engenharia mecânica da instituição. Esta é uma das profissões em que é mais difícil recrutar, por isso a empresa aceita estágios curriculares nesta área. “Queremos motivar os alunos para que considerem a Böllinghaus como um possível empregador no final do curso”.

Também Leonel Marto aponta a visibilidade como uma das mais-valias da participação no projecto. Tanto da marca Martos no mercado, como da empresa junto dos estudantes e da comunidade académica. “Temos recebido muitos estagiários e contratado jovens que estudaram no Politécnico”. Para o gestor da empresa fabricante de pellets de Leiria, a proximidade entre o ensino superior e o tecido empresarial “tem vantagem para todos”.

Opinião partilhada por Telmo Ferraz, administrador da Planimolde, que aponta a responsabilidade social da empresa como um dos motivos para a participação na iniciativa. Nenhum dos jovens cuja bolsa a unidade da Marinha Grande suportou ficaram a trabalhar lá, “mas isso não é razão para que não se continue a mant

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