Sociedade
Batalha perde 24% da água e quer optimizar a rede
Autarquia vai realizar auditoria à rede de abastecimento de água para reduzir custos
O Município da Batalha vai avançar com uma auditoria à rede de abastecimento de água do concelho, para “optimizar o fornecimento de água” e colmatar as perdas que têm aumentado nos últimos anos.
Na Assembleia Municipal, a 25 de Abril, em resposta ao eleito Vítor Correia (CDS-PP) alertando que a rede “está a ficar cada vez mais envelhecida”, o presidente da Câmara explicou que a auditoria permitirá perceber quais os gastos que podem ser evitados e, assim, poupar na principal despesa, a eletricidade.
Ao JORNAL DE LEIRIA, André Sousa adiantou que, desde 2020, segundos os dados apurados, as perdas de água aumentaram de 18 para 24%, mas acredita que este número “seja superior”.
Entre os investimentos previstos para a rede de água, estão três novas captações que irão substituir os furos existentes em Casal Marra e Pinheiros, além de uma conduta elevatória, obras que levaram à contratualização de um empréstimo bancário de 1,2 milhões de euros, no início de 2025.
Na sessão da Assembleia Municipal, os deputados criticaram o modelo de gestão da Águas da Batalha. “Não conseguimos perceber com transparência qual o verdadeiro custo que temos hoje com o serviço”, considerou Dália Silva (IL), por parte das despesas serem assumidas pelo município.
Também Vítor Ferreira insistiu e mencionou que “foram renovados apenas 231 metros de rede, quando a rede tem mais de 350 quilómetros”.
“A empresa municipal devia ser muito mais agressiva em querer renovar a rede e tal não aconteceu. Dá menos lucro, investe menos na renovação”, assumiu.
O autarca sublinhou que também não concorda com o caminho tomado em Agosto de 2023, com a constituição da empresa municipal, e referiu um conjunto de alterações previstas a seis meses, relacionadas com a gestão desta entidade, nomeadamente a colocação de um trabalhador somente dedicado à análise de toda a rede, para verificar perdas de água ou a digitalização de serviços.
Está identificada ainda a necessidade de adquirir nove geradores para “fornecer água caso não haja electricidade”.