Desporto

Atletismo: Nelson Évora criticou organização dos Campeonatos de Portugal

23 fev 2016 00:00

O olímpico Nelson Évora deixou algumas críticas à organização conjunta dos Campeonatos de Portugal absolutos de pista coberta e dos sub-23 em Pombal, referindo que ainda não decidiu se vai aos Mundiais dos Estados Unidos.

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Jacinto Silva Duro

"Aqui, cometem-se vários erros. Se puderem ver, está ali o colchão de salto com vara em cima do corredor de saltos, temos de parar para as corridas se fazerem. Devia haver oito sub-23 a fazer a finalíssima e eles eliminam-nos consoante a classificação. Isso é ilegal. Se eles estão num campeonato sub-23 têm direito a fazer oito ensaios", adiantou Nelson Évora, após sagrar-se campeão de triplo salto, com 16,64 metros.

Prosseguindo, o saltador referiu ainda que "os tempos que demoram imenso tempo". "Só nos últimos três é que isto despertou um bocadinho. Acaba por prejudicar quem quer fazer boas marcas de referência para ir ao mundial. Não há milagres", acrescentou.

O saltador do Benfica criticou ainda que coloquem os sub-23 a saltar na tábua dos 11 metros. "Quem quer saltar da tábua dos 11 metros salte com as mulheres. Os campeonatos nacionais são a elite. Quem não consegue saltar acima dos 13 não pode fazer o triplo salto. Todos os resultados foram acima dos 13 metros. Isto atrasa a prova e estraga a preparação dos atletas. A tábua dos 9 é para aprendizes de triplo salto", sublinhou.

Nelson Évora admitiu que estas situações acabam por influenciar a decisão de participar ou não nos mundiais, em Portland, nos Estados Unidos. "Se as provas continuarem assim, não vou ao mundial e não é porque não me esforcei para estar o melhor possível, mas porque encontramos várias falhas na nossa preparação nas competições. Aliás, mais vale não vir competir em Pombal", sublinhou.

Nelson garantiu mesmo que, no futuro, não competirá 'indoor' em Portugal "se os campeonatos forem feitos com os sub-23", pois "não vale a pena". "É deitar trabalho para o lixo. Este é um ano de Jogos. Se eu soubesse o que sei hoje, teria logo posto de parte o Mundial de pista coberta. Agora, é fazer mais uma ou duas provas e, se não correr bem, não vou", acrescentou, concluindo: "Devia ter continuado a treinar forte, mas aliviei para competir. Agora que já entrei no barco, tenho de ir até ao fim".

 
Agência Lusa