DEPRESSÃO KRISTIN
Armazém solidário de Leiria encerra a 28 de Abril e apoiou mais de 50 mil pessoas
Foram distribuídos cerca de 1.750.000 metros quadrados de lona e cerca de 550 mil telhas, além de toneladas de cimento, cordas e outros materiais essenciais
Depois de ter apoiado cerca de 53 mil pessoas, o armazém solidário, instalado no Mercado do Falcão, em Leiria, vai encerrar portas no próximo dia 28, mas continuará a doar bens a quem comprove necessidade com inscrição na plataforma Reerguer.
Carlos Palheira explica que os "números demonstram a dimensão desta operação solidária: foram distribuídos cerca de 1.750.000 metros quadrados de lona a aproximadamente 42 mil pessoas e cerca de 550 mil telhas a mais de 11 mil pessoas, além de toneladas de cimento, cordas e outros materiais essenciais”.
Após cerca de três meses da criação do “armazém solidário das telhas", o vereador realça o papel "absolutamente extraordinário na resposta às enormes dificuldades sentidas pelas populações no período pós-tempestade”.
Considerando "decisiva" a abertura do espaço para acudir às inúmeras famílias que enfrentaram "cenários de verdadeiro desespero", face às três semanas de chuva intensa, que agravaram "drasticamente a situação das habitações destelhadas", o autarca destaca que a disponibilização de telhas “permitiu resolver muitas situações críticas, enquanto a cedência de lonas ajudou a minimizar os impactos imediatos da chuva”.
“Tratou-se de uma resposta imediata e de emergência, fundamental no apoio às populações”, que contou ainda com a oferta de outros materiais.
O encerramento do armazém solidário prende-se com o facto de a procura ter diminuído, “registando cerca de 15 a 20 atendimentos diários”.
Segundo Carlos Palheira, todos os materiais doados estão inventariados e devidamente acondicionados, “não existindo registo de qualquer perda ou deterioração dos bens recepcionados”.
“O material doado será disponibilizado prioritariamente a pessoas em situação de vulnerabilidade económica, bem como a instituições particulares de solidariedade social, clubes, associações e demais entidades sem fins lucrativos”, afirma, ao referir que a necessidade será “devidamente confirmada e validada”.
Segundo o vereador, que faz um "balanço extremamente positivo", o "rigor e a transparência na gestão e atribuição dos materiais doados manter-se-ão ao longo de todo o processo, garantindo-se uma distribuição responsável, equitativa e ajustada às necessidades identificadas, até ao esgotamento do stock existente”.