Viver
Antes do Fogo, Vem a Água. Materiais que se cruzam no Moinho do Papel
Mais do que uma exposição de cerâmica, é um percurso e uma reflexão sobre aquilo que antecede a obra: a água que dá plasticidade ao barro, a fibra que se transforma em papel, os pigmentos recolhidos na natureza e a memória dos ofícios artesanais
Andreia Pinho, artista leiriense galardoada, na categoria de Jovens Talentos, com o Prémio Nacional de Artesanato, em 2025, inaugura em Leiria, no Moinho do Papel, a 3 de outubro, às 15 horas, a exposição Antes do Fogo, Vem a Água. É uma proposta que cruza cerâmica, arte e património e que integra o programa comemorativo do XVII aniversário daquele espaço reabilitado com o contributo do arquitecto Siza Vieira.
Mais do que uma exposição de cerâmica, é um percurso e uma reflexão sobre aquilo que antecede a obra: a água que dá plasticidade ao barro, a fibra que se transforma em papel, os pigmentos recolhidos na natureza e a memória dos ofícios artesanais. O mote surgiu num passeio que deu na zona de Guimarães, onde fazia uma residência artística, e surgiu à conversa a importância da água. “Se não fosse a água, não conseguiria moldar o barro”, lembra. Foi a partir dessa observação que a água se tornou o fio condutor do projecto.
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