Sociedade

Andebolistas de Leiria viveram de perto atentado em Ancara, na Turquia

17 mar 2016 00:00

“Ficámos espantadas com a tranquilidade deles”

“Ligámos as televisões e apercebemo-nos de que se tratava de alguma espécie de ataque terrorista."
“Ligámos as televisões e apercebemo-nos de que se tratava de alguma espécie de ataque terrorista."
“Ligámos as televisões e apercebemo-nos de que se tratava de alguma espécie de ataque terrorista."

Telma Amado, Francisca Marques e Ana Gante estavam a cerca de quatro quilómetros da praça onde aconteceram os atentados em Ancara, na Turquia, no domingo, que provocaram a morte a pelo menos 37 pessoas e mais de uma centena de feridos.

As andebolistas de Leiria tinham jogado horas antes pela selecção nacional, num jogo que perderam por 37-31. “Quando aconteceram as explosões tínhamos acabado de chegar ao hotel depois do nosso jogo contra a Turquia.

Houve alguns elementos da equipa que ouviram as explosões e logo a seguir todas as mesquitas começaram a tocar. Seguiu-se uma correria de ambulâncias e carros de bombeiros”, começa por contar ao JORNAL DE LEIRIA Telma Amado, que joga na Islândia pelo IBV.

A jogadora acrescenta que mal ouviram o estrondo desceram dos quartos e os locais informaram-nas do atentado. “Começaram logo a chegar mensagens das famílias a perguntar se estava tudo bem e nos noticiários da Turquia já estavam a passar imagens do local e da previsão de mortos e feridos.”

“Ligámos as televisões e apercebemo-nos de que se tratava de alguma espécie de ataque terrorista. Os empregados do hotel confirmaram que uma bomba tinha explodido no centro da cidade”, acrescenta Francisca Marques, atleta de Leiria que representa o Colégio João de Barros.

Telma Amado confessa ter ficado surpreendida com a reacção dos turcos. “Ficámos espantados com a tranquilidade deles, mas explicaram- nos que é algo que sabem que pode acontecer a qualquer momento. Não é total surpresa para eles”, explica.

O principal receio das atletas era o encerramento do aeroporto, que pusesse em causa o seu regresso. Medo nunca sentiram. “Os locais tranquilizaram-nos sempre”, diz Telma Amado.

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