Desporto
Amarense acusada de racismo em jogo de futsal da 2.ª Divisão
Emblema da Batalha nega as acusações e afirma que colocou os serviços jurídicos a analisar o assunto
A Associação Recreativa Amarense, da Batalha, está a ser alvo de uma acusação de racismo, episódio que alegadamente terá decorrido no jogo da última quarta-feira, frente à Quinta dos Lombos. A referida partida aconteceu no Pavilhão Municipal da Batalha, repondo o atraso da 5.ª jornada da série B da 2.ª Divisão nacional, e terminou com uma derrota por 1-6 para a equipa da casa.
Em comunicado, o clube de Carcavelos manifestou o seu “mais veemente repúdio aos actos cobardes de racismo”, supostamente dirigidos ao atleta Milton Dias, que também se pronunciou nas redes sociais.
“Relativamente ao primeiro episódio, durante o jogo, um dos jogadores começou por me provocar e dirigir insultos. Percebendo que não estava a conseguir obter qualquer reacção da minha parte, optou por recorrer a comentários de natureza racista”, escreveu o jogador, e acrescentou: “o segundo episódio aconteceu já na parte final do encontro. Um outro jogador dirigiu-se a mim com insultos, incluindo ofensas à minha mãe, seguindo-se novamente comentários racistas”.
Milton Dias ainda descreveu comentários oriundos das bancadas, após cumprir um hat-trick.
O emblema da Batalha já se pronunciou e explicou que verificou “um pedido de activação do “protocolo de racismo” por iniciativa de um atleta do CRC Quinta dos Lombos, na sequência de uma mera disputa verbal entre este e um atleta do nosso clube”.
“Importa sublinhar que nenhum dos intervenientes – incluindo atletas de ambas as equipas, equipas técnicas e a própria equipa de arbitragem – testemunhou ou se apercebeu de qualquer ofensa ou provocação de cariz racista”, pode ler-se em comunicado.
“Reitera-se, convictamente, que não foi proferida qualquer expressão de natureza racista por parte do nosso atleta. Como tal, esta direcção recusa categoricamente que sobre ele recaia uma acusação desta gravidade desprovida de qualquer suporte factual ou probatório”, acrescentam.
O clube adianta também que colocou os serviços jurídicos a “analisar detalhadamente o teor das declarações publicadas, reservando-se o direito de acionar os mecanismos legais e disciplinares adequados em defesa dos legítimos interesses do clube e dos seus activos”.
O JORNAL DE LEIRIA pediu esclarecimentos à Federação Portuguesa de Futebol, estando a aguardar uma resposta.