Saúde

Alergias alimentares afectam mais de 8% das crianças

17 abr 2016 00:00

Uma das razões deste aumento estará relacionada com o uso de alguns antibióticos que reduzem a diversidade da flora intestinal, o que aumenta a predisposição para alergias a determinados compontentes alimentares.

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O número de casos de alergias alimentares, bem como a sua severidade, tem vindo a registar um aumento em Portugal.

O dado foi sublinhado por Ana Neto Ferreira, dietista da unidade de Peniche do Centro Hospitalar do Oeste, durante uma aula aberta levada a cabo no âmbito da licenciatura de Dietética da Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLei), que teve lugar na segunda-feira.

Segundo a dietista,“nos países industrializados a alergia alimentar atinge cerca de 1 a 2% da população em geral e mais de 8% das crianças”. Porém, o novo regulamento aplicado pela União Europeia no que diz respeito ao esclarecimento dos termos apresentados nos rótulos dos alimentos, “veio facilitar-nos a vida” e os restaurantes passam a ter “de apresentar a lista dos alergénios presentes no seu menu”, ressalva Ana Neto Ferreira.

Cidália Pereira, nutricionista e docente da licenciatura de Dietética da ESSLei, frisa que ainda existe pouca investigação que sustente o aumento dos casos de alergias alimentares. Há, no entanto, “algumas teorias” que apontam “pistas”, como “as condições higio-sanitárias cada vez mais apertadas, o que adia o contacto das crianças com alguns tipos de micro- -organismos”.

Por outro lado, “há antibióticos que reduzem a diversidade da flora intestinal, o que aumenta a predisposição para o desenvolvimento de alergias a determinados componentes alimentares”.

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