Economia

Adeus Gallo Vidro e Santos Barosa, olá Vidrala Marinha

5 out 2026 08:00

“A nova organização permitirá criar uma combinação de operações mais ágil, eficiente e mais bem posicionada"

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Colaboradores e família foram convidados para a apresentação da nova designação
Foto cedida pela Vidrala

O grupo Vidrala anunciou no dia 26 de Setembro que, numa operação estratégica, unificou as duas fábricas que possui na Marinha Grande. A Gallo Vidro desapareceu e passou a Vidrala Marinha Norte e a Santos Barosa seguiu-lhe o mesmo caminho com a designação Vidrala Marinha Sul.

A operação na cidade junta 900 trabalhadores e 2.600 milhões de embalagens por ano.

Com os dois nomes históricos do vidro de embalagem da Marinha Grande fora das fachadas, o grupo basco, fundado em 1965, justifica a unificação com "maior escala, eficiência e sinergias", juntando instalações, infra-estruturas e frota logística numa só estrutura.

“A nova organização permitirá criar uma combinação de operações mais ágil, eficiente e mais bem posicionada”, refere-se em nota de imprensa.

As duas empresas entraram no grupo com 14 anos de intervalo. A Ricardo Gallo Vidro de Embalagem, então já centenária, foi comprada em 2003. A Santos Barosa Vidros, adquirida em 2017 por 250 milhões de euros, e era a última fábrica de vidro de embalagem da Marinha Grande controlada pela família fundadora e empregava, na altura, 560 trabalhadores.

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Na nota que reforça os termos “eficiência” e “sinergias”, o grupo industrial afirma que mantém “um firme compromisso com a comunidade da Marinha Grande”.

“A integração de ambas as fábricas permite apresentar-nos como um grupo com maior coerência estratégica”, afirma, no documento, Víctor Tolosa, director-geral da Vidrala na Europa, enquanto Raúl Gómez, presidente-executivo do grupo, afirma um “firme propósito industrial de longo prazo”.

Rui Santos, director de fábrica na Marinha Grande, diz que a decisão é “um reconhecimento da Marinha Grande como a casa das nossas pessoas”, uma comunidade que mostrou, “perante a recente tempestade Kristin”, capacidade de permanecer unida.

A operação foi realizada internamente com o lema “Juntos somos mais fortes”.