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'Acaso': um teatro mais “intenso” e o alerta para problemas sociais

21 set 2017 00:00

Começa na quinta-feira, 28, e prolonga-se até 31 de Outubro. O 'Acaso' leva a palcos de vários municípios projectos que prometem intensidade, um teatro mais “duro”, num programa que não fecha a porta a outras artes.

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Em 22 anos, muita coisa mudou. Hoje, há condições para fazer um festival de teatro com uma dimensão totalmente diferente do que era então. Mas, este ano, a mudança é mais “radical”.

Nesta 22.ª edição do Acaso Festival de Teatro, a organização optou por trabalhar com outro tipo de grupos e de projectos, afirma Pedro Oliveira, actor e encenador da companhia O Nariz, que organiza o evento.

Será “um teatro mais duro e em que o acto de representação do actor é mais intenso”. Os temas abordados serão os mais diversos. Sempre com um objectivo: mudar mentalidades. “Nem que seja a nossa. Se conseguirmos mudar a nossa também conseguimos mudar a de alguém. Nem que seja só mais um”, sublinha Pedro Oliveira.

Racismo, violência, migração ou censura – “que continua a existir” – são apenas alguns dos temas retratados nos diversos espectáculos proporcionados pelo Acaso, que mostram as “realidades contemporâneas”.

Além disso, o Acaso quer apresentar projectos que, de outra forma, o público não teria oportunidade de assistir na cidade. É essa a “espinha dorsal” do festival. E é por isso que se torna tão difícil destacar algum, considera Pedro Oliveira.

Ainda assim, O Cravo Espanhol, Cinderella, Cândida ou o Pessimismo, Leôncio & Lena, Estrangeiras e Pedro e o Capitão são, para o responsável, os destaques da programação, não só pelo que transmitem as peças – dada a intensidade dos textos e das representações – como também pelos actores que as interpretam.

Cucha Carvalheiro, Maria João Luís, Ângela Pinto, Sylvie Dias, Ivo Canelas e Pedro Gil são alguns dos principais nomes que marcam presença no Acaso.

Com texto de Romeu Correia e encenação de Maria João Luís, O Cravo Espanhol, pela companhia Teatro da Terra, sobe ao palco do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a 30 de Setembro. Ângela Pinto, Gonçalo Ferreira e Sylvie Dias levam a Cinderella ao Auditório Municipal da Batalha, um espectáculo dirigido a crianças a partir dos 3 anos. Cândida ou o Pessimismo é um monólogo, com texto e interpretação de Cucha Carvalheiro. Uma “comédia amarga” que se apresenta no Teatro Miguel Franco, em Leiria.

O Teatro Stephens, na Marinha Grande, recebe Leôncio & Lena, interpretado por André Nunes, Carlos Malvarez e Joana Ribeiro Santos e Estrangeiras, pelas actrizes Ângela Pinto e Sylvie Dias, a partir do texto Os Emigrantes, de Slawomir Mrozek.

No penúltimo dia do festival, Ivo Canelas e Pedro Gil interpretam Pedro e o Capitão, que tem como mote o texto de Mário Benedetti, escritor emblemático da literatura da América Latina.

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