Desporto
Equipa feminina da Juventude Vidigalense mantém Leiria na 1.ª Divisão de atletismo
Em sentido contrário, as equipas masculinas da Juventude Vidigalense e do Clube de Atletismo da Marinha Grande desceram à 2.ª Divisão
A equipa feminina da Juventude Vidigalense garantiu a manutenção na 1.ª Divisão Nacional de atletismo, durante o passado fim-de-semana, enquanto o conjunto masculino do mesmo clube e o Clube de Atletismo da Marinha Grande (CAMG) não evitaram a descida ao escalão inferior.
Durante os Campeonatos Nacionais de Clubes, que decorreram em Coimbra, entre os dias 27 e 28 de Julho, o grupo feminino finalizou a prova em 4.º lugar, somando 93,5 pontos.
Entre os destaques, estiveram Raquel Gomes, 2.ª classificada no lançamento do disco, com 49,27 metros, ou Margarida Santos, também prata no triplo salto, com a marca de 12,44 metros.
Também Maria Menaça, no salto com vara, Beatriz Azevedo, nos 5.000 e 3.000 metros, Margarida Godinho, nos 200 metros e Beatriz Silva, no lançamento do dardo, chegaram aos lugares do pódio.
No sector masculino, por sua vez, o 7.º lugar, com 70 pontos, ditou a descida à 2.ª Divisão. Ainda assim, a prestação levou Nuno Cordeiro, Edson Gomes e Henrique Gavina ao bronze, nos 800 metros, 110 metros barreiras e lançamento do disco, respectivamente.
“A presença na 1.ª Divisão Nacional de Clubes exige preparação, responsabilidade e espírito cocletivo, valores que estiveram bem presentes na participação da Juventude Vidigalense em Coimbra”, garante o clube, que elogia “o compromisso, a atitude competitiva e o orgulho” demonstrados na pista.
Também presente na competição, o CAMG não pôde celebrar a manutenção, após uma época história com a presença no mais alto patamar do atletismo português. Ana Paula André, presidente do emblema vidreiro, refere que a equipa masculina já chegou ao tartan sabendo que “ia ser difícil”.
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Enfrentaram uma “série de contrariedades nos últimos tempos” – entre elas, está a pausa forçada de Gabriel Silva, uma “mais-valia” para os 800 metros, que recupera de um atropelamento – e as condicionantes normais de um clube amador onde os atletas marcam presença por amor à camisola.
“No início do ano passado, o objectivo seria não descer. Com tudo isto, quando começámos a perceber o estado em que estávamos, a ideia foi honrar a camisola e dar o melhor”, afirma a dirigente, que enaltece o esforço de todos os elementos da comitiva.
“Ninguém foi para ali a pensar que ia perder. Fomos como se fossemos para ser campeões. E é isto que me honra e dá felicidade ao liderar uma equipa destas. Perceber que, na partida, entre campeões olímpicos, estamos lá nós e corremos com a mesma vontade”, frisa.
Ana Paula André assegura que, para o próximo ano, querem regressar à elite e, além disso, pretendem também reforçar a equipa feminina, presente na 3.ª Divisão, com o propósito de escalar mais um patamar.
A vitória nos Campeonatos Nacionais ficou para o Sporting CP, que conquistou a dobradinha, algo que não acontecia desde 2008/2009. O sector do atletismo leonino é dirigido por Paulo Reis, de Leiria.