Sociedade
Da Kristin às ondas de calor, região tem “oportunidade incrível de fazer melhor”
No Dia da UE para as Vítimas da Crise Climática, a embaixadora Bárbara Costa alerta: planos climáticos ficam no papel e o calor mata na Europa
Quando se fala de ondas de calor, as imagens escolhidas pelos media para as ilustrar privilegiam crianças a brincar em fontes e directos de veraneantes a banhos nas praias.
A realidade, porém, é cada vez menos idílica. Pelo menos, desde o início da década, o sol, que foi símbolo de lazer, transformou-se naquilo que a embaixadora do Pacto Europeu para o Clima em Portugal, Bárbara Costa, apelida de "assassino silencioso".
No âmbito do Dia da UE para as Vítimas da Crise Climática Mundial, assinalado a 15 de Julho, as cicatrizes dos incêndios e a quase ausência de corredores verdes urbanos na região mostram que a crise climática deixou de ser um gráfico distante num relatório de Bruxelas para se confirmar como ameaça real e imediata.
E isto apesar de a maioria do nosso País ter passado, este ano e até agora, ao largo do pior impacto das ondas de calor que, nas últimas semanas, têm colocado Madrid, Paris, Berlim e Varsóvia acima dos 40 graus.
"Cuidar do planeta e cuidar do clima é cuidar de nós próprios. Não há seres humanos B", alerta a jovem, sublinhando que a passividade dos cidadãos põe em causa a nossa própria espécie.
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