Entrevista
Sandra Ferraz: “Existe demasiada política na saúde”
16 jul 2026 08:00
Distinguida como Profissional de Mérito pelo Rotary Club da Marinha Grande, a médica de Cirurgia Geral no Hospital de Santo André enfatiza o sentido de missão que deve nortear o sector
Sonhava ser médica desde pequena. O que a cativava nesta profissão?
O que me cativava era poder ajudar os outros, poder salvar vidas. Quando era pequenina, nem sei porquê, o meu sonho era ser obstetra. Tinha aquele fascínio por ajudar a nascer as crianças, estar lá no início de uma vida. Depois, quando durante o curso tive obstetrícia e ginecologia, a parte da ginecologia não me fascinou tanto quanto a obstetrícia. Fiquei assim um pouco balançada relativamente ao que queria. E gostei logo muito da cirurgia, por poder fazer as cirurgias, pela patologia em si, pela possibilidade de realmente fazer a diferença, de podermos salvar as vidas, e a oncologia e a parte da emergência. Porque urgência e emergência também sempre foi uma parte da medicina que me fascinou muito.
Foi mãe durante a fase de internato em cirurgia geral. Como se concilia uma vida profissional exigente com a maternidade e a esfera familiar?
Não foi nada fácil. Primeiro porque foi logo durante o meu segundo ano de internato, com estágios fora do hospital. Quando iniciei essa saída para os estágios já tinha a minha filha. Comecei na cirurgia pediátrica em Coimbra e foi logo assim um grande choque, uma grande dificuldade. Mas
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