Viver
Colecção do Estado: os fantasmas que habitam a Villa Portela
Corpo-Fantasma é um exercício sobre o que resta quando alguém já não está
A casa rosa atrás do portão acolhe uma exposição, até ao fim de Agosto, que pensa a ausência como forma de presença. Da Colecção de Arte Contemporânea do Estado, Corpo-Fantasma é um exercício sobre o que resta quando alguém já não está.
Ana David, da coordenação do espaço, fala da casa como quem fala de uma pessoa tímida: “De fora da cidade não se via a casa. Tínhamos que chegar ao portão para termos uma noção.” Esta singularidade arquitectónica – uma casa que não foi pensada para ser centro de arte, com salas que não foram dimensionadas para obras monumentais – é, paradoxalmente, a sua maior força. Impõe à curadoria um constrangimento que Ana David lê como oportunidade: “O constrangimento é um desafio. E eu entendo sempre os desafios como uma oportunidade de inovação.”
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