Sociedade

Chuva e vento levam Protecção Civil a divulgar conselhos para esta segunda-feira

18 out 2020 16:58

Prevê-se um agravamento das condições meteorológicas a partir da tarde de segunda-feira, 19 de Outubro, com agitação marítima forte em toda a costa

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Podem ocorrer inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem
Ricardo Graça/Arquivo

Prevê-se, a partir da tarde de segunda-feira, 19 de Outubro, um agravamento das condições meteorológicas, com chuva forte, persistente e generalizada no território de Portugal continental, vento forte, a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e nas terras altas, e agitação marítima forte em toda a costa, segundo informação meteorológica disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que está a ser divulgada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Em comunicado citado pela agência Lusa, o IPMA explica que está em causa a aproximação e efeitos da depressão Bárbara, que serão já sentidos a partir da tarde de segunda-feira e até ao final de terça-feira.

“Os efeitos desta depressão no território continental serão essencialmente sentidos pelo aumento da intensidade do vento a partir da tarde de dia 19 de Outubro, prolongando-se até ao final do dia 20, com rajadas até 100 km/h e até 130 km/h nas terras altas”, pode ler-se no documento.

Desta forma, o IPMA colocou todos os 18 distritos de Portugal continental sob aviso amarelo.

Face à situação descrita, há a possibilidade de ocorrência de inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem, mas, também, de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis.

Neste contexto, é recomendada a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objectos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, e, noutra vertente, adoptar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a formação de lençóis de água nas vias.

Leia todas as recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil:

Efeitos expectáveis:

  • Possibilidade de inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem
  • Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis

  • Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem
  • Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água

  • Danos em estruturas montadas ou suspensas

  • Possibilidade de queda de ramos ou árvores

  • Possíveis acidentes na orla costeira

  • Deslizamentos de terra causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência

Medidas preventivas e de autoprotecção:

  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas

  • Adoptar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a formação de lençóis de água nas vias

  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas

  • Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas

  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores

  • Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais

  • Não praticar actividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima

  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e forças de segurança

  • Nos terrenos confinantes com rios e cursos de água, historicamente sujeitos a cheias e inundações, retirar os animais e os equipamentos agrícolas