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Opinião

João Lázaro Voltar

15:50 - 11 Julho 2019
A Paixão, segundo Rafael Barreto

A Paixão, segundo Rafael Barreto

Sábado estranho, este, em que uma fascista encartada diz que os ciganos são inassimiláveis; que os africanos e afrodescendentes se auto-excluem.

Sábado, 6 de Julho de 2019. Sábado, estranho, este, de que vos venho falar. Um sábado como outro qualquer, 2019 anos após o nascimento de Cristo; 75 anos e um mês após o desembarque das tropas aliadas na Normandia, que viria a pôr cobro à ascensão do domínio fascista que queria domar o mundo; 45 anos após a revolução que pôs fim a um regime fascista em Portugal; dia em que é publicado na página 9 do diário Público, assinado por Fátima Bonifácio, o manifesto fascista Podemos?

Não, não podemos. O mesmo dia de sábado em que em Santa Comba Dão (ironia esta a de lá estar sepultado Salazar!) se representa, na apinhada sala do Centro Cultural – tal como na véspera e como viria a acontecer numa série de cinco representações neste fim-de-semana - Paixão, assinado por Rafael Barreto, com direção musical de Artur Guimarães e coreografia de Catarina Alves.

Sábado estranho, este, em que uma fascista encartada diz que os ciganos são inassimiláveis; que os africanos e afrodescendentes se auto-excluem, que odeiam ciganos, que constituem etnias irreconciliáveis, que são abertamente racistas, que detestam os brancos sem rodeios, enfim, que ciganos e africanos não fazem parte de uma entidade civilizacional e cultural milenária que dá pelo nome de Cristandade.

E tudo isto diz a senhora, porque já falou com a “empregada negra do meu prédio” e porque já apreciou “o modo disfuncional como (os ciganos) se comportam nos supermercados”.

Mas é o que a senhora argumenta quando se opõem à criação de um observatório do racismo e da discriminação que, segundo ela, seria criado em gabinetes almofadados onde se sentariam os observadores.

Segunda tão sábia senhora, tal observação só é possível quando se frequentam “feiras e supermercados baratos”, e que isso “é tremendamente maçador e, sobretudo, exige muita coragem física”.

Acontece que frequento feiras e supermercados baratos, que não me maço quando estou com outros igualmente diferentes de mim e  

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