Opinião

Etnografia e história

21 jun 2019 00:00

É certo que a cultura popular, objeto da etnografia, se caracteriza por um vasto anonimato, pela tradição oral mais do que pela escrita e por lentas mudanças.

A participação nas atividades do Centro do Património da Estremadura proporciona aos membros da sua Direção valiosas oportunidades de reflexão. Enquanto historiador, tendo a dar maior atenção ao devir do que à permanência.

Porém, é desta que se ocupa a recolha e revivificação de tradições populares, levada a cabo, entre outros agentes, pelas associações e ranchos folclóricos, com quem temos tido felizes ocasiões de conviver mais de perto, nomeadamente nos encontros “Falando de Etnografia”, organizados pelo CEPAE, em parceria com a Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura, nomeadamente nas sedes dos ranchos de Santa Catarina da Serra, Pombal e Alvorge.

Um dos aspetos mais referidos nestes encontros é o problema da genuinidade das reconstituições do traje, que nos pode levar longe em considerações.

Nestes casos, a genuinidade é medida pela memória daqueles de quem ainda nos lembramos – os nossos pais e avós.

É certo que a cultura popular, objeto da etnografia, se caracteriza por um vasto anonimato, pela tradição oral mais do que pela escrita e por lentas mudanças.

Não é de admirar que uma

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