Login
Esqueci a password

Se esqueceu o seu Username ou a sua Password envie-nos o seu e-mail e receberá os seus dados de acesso por e-mail.

Se não sabe que endereço de e-mail utilizou no seu registo, por favor contacte os nossos serviços através do nosso e-mail assinantes@jornaldeleiria.pt.

Para procurar palavras exactas utilize aspas. Ex: "Castelo de Leiria" "Jornal de Leiria"
Área restrita

A secção que pretende aceder é restrita a assinantes do Jornal de Leiria. Para se tornar assinante vá à área Assinatura.

Se já for assinante da edição impressa, pode registar-se na edição online, sem custos adicionais.

Caso já tenha um registo, efectue login.

Relatório aponta falhas no comando na resposta ao fogo de Pedrógão
Foto: Ricardo Graça

Sociedade

12 Outubro 2017

Relatório aponta falhas no comando na resposta ao fogo de Pedrógão

Incêndio de Pedrógão Grande foi causado por descarga eléctrica.

A Comissão Técnica Independente sobre os incêndios de Junho em Pedrógão Grande concluiu hoje terem existido falhas no comando do combate ao fogo e faltaram medidas que “poderiam ter moderado” os seus efeitos.

“As medidas que deveriam ter sido tomadas, da responsabilidade do comando, e imediatamente a seguir ao início do incêndio, poderiam ter moderado os efeitos”, afirmou o presidente da comissão, João Guerreiro, após ter entregado o relatório de 296 páginas ao presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, e aos representantes dos grupos parlamentares, na Assembleia da República, em Lisboa.

Citado pela Lusa, o documento refere que especialmente entre as 15 e as 16 horas poderia ter havido uma “antecipação de medidas”, designadamente “a retirada das pessoas das aldeias”, disse o ex-reitor da Universidade do Algarve, sublinhando que existem “mais de 100 pequenos aglomerados” na zona.  Para o presidente da comissão, deveria ter existido um “sistema de sensibilização e informação” para retirar as pessoas das aldeias. 

“Se houvesse um sistema de sensibilização e informação, se o comando, na altura apropriada, entre as 15:00 e as 16:00, pudesse ter tido uma atuação para sensibilizar a população e de dar instruções de evacuação ou pelo menos de não saírem de casa, provavelmente os dramas que aconteceram não teriam acontecido”, disse. 

O professor universitário e ex-reitor da Universidade do Algarve afirmou ainda que, "a partir de certa altura, era impossível tomar conta do incêndio" e, "numa hora, o número de hectares e a superfície ardida é algo de fora do usual". 

E, acrescentou, é nessa hora, entre as 17:00 e as 18:00, em que a "área ardida é impressionante" que "morrem todas as pessoas" - 64 ao todo. João Guerreiro disse ainda que a responsabilidade pela tomada de medidas, ou falta delas, neste tipo de acontecimentos pertence ao "comandante que está a dirigir as operações". 

 

28 mil hectares ardidos
No mesmo relatório é referido que o incêndio que começou em Pedrógão Grande, em 17 de Junho, foi causado por descargas eléctricas mediadas pela rede de distribuição de energia. De acordo com o relatório da comissão técnica independente, no incêndio de Pedrógão Grande arderam 28.914 hectares e foi o segundo maior de sempre desde que há registos, foram causados, respetivamente, por descargas eléctricas mediadas pele rede de distribuição de energia e por raio”. “O incêndio de Pedrógão Grande […] é muito provavelmente aquele que, em Portugal, libertou mais energia e o fez mais rapidamente (com um máximo de 4.459 hectares ardidos numa só hora), exibindo fenómenos extremos de vorticidade e de projecção de material incandescente a curta e a longa distância”, sintetiza o relatório.

 Agência Lusa/Jornal de Leiria

Jornal de Leiria
RedacçãoJornal de Leiria redaccao@jornaldeleiria.pt






Os comentários são da exclusiva responsabilidade do utilizador