Sociedade

Protesto silencioso à porta da Escola Secundária Domingos Sequeira

28 jun 2018 00:00

Pais garantem que não estou contra o direito à greve dos professores, mas alertam para o prejuízo causado aos alunos.

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Um grupo de pais e alunos manifestou-se hoje à porta da Escola Secundária Domingos Sequeira contra a falta de avaliação dos alunos, que resulta da greve dos professores.

Durante cerca de meia hora, pais e alunos das escolas Básica 2,3 José Saraiva e Secundária Domingos Sequeira, do Agrupamento de Escolas Domingos Sequeira, em Leiria, exibiram alguns cartazes de forma silenciosa como protesto e alerta para as "desigualdades" e "prejuízo" provocados pela não realização das reuniões de conselho de turma, o que impede que sejam divvulgadas as avaliações dos alunos.

Sandra Sousa, presidente da Associação de Pais da Escola Secundária Domingos Sequeira, explica que o objectivo é que “haja uma rápida resolução da actual situação”.

“Queremos que atempadamente os alunos possam ter acesso às notas e depois poder decidir o seu futuro. Temos situações de alunos que querem concorrer à Força Aérea e estes prazos são mais apertados do que os de acesso ao ensino superior e daí ser importante que atempadamente as notas sejam disponibilizadas”, precisa Sandra Sousa.

Segundo esta encarregada de educação são os alunos do 9.º ano, 11.º ano e, sobretudo, 12.º ano, os mais prejudicados. “Também queremos mostrar a indignação contra a desigualdade. Existem turmas em que as notas saíram e outras não. Até à data a maior parte das turmas ainda tem as notas por atribuir. Estamos a falar de todos os anos, mas reiteramos a importância do 9.º ano , 11.º e 12.º anos. Pelo menos estes poderiam ter tido a situação precavida.”

Garantindo que os pais “não estão contra a greve a que os professores têm direito”, Sandra Sousa disse que o protesto serve também para os “sensibilizar” e alertar que “os seus alunos estão um pouco angustiados e a ser prejudicados”.

“Os danos acabam por ser diretamente para os alunos. Apelamos para que eles sejam sensíveis à situação e que procurem reunir-se atempadamente e darem as notas. Estamos aqui para nos fazer ouvir, mostrar a nossa indignação e sensibilizar toda esta nossa comunidade escolar, pais e alunos”, reforça a presidente da Associação de Pais.

As associações de pais destas duas escolas do mesmo agrupamento vão agora enviar uma carta a várias entidades, entre as quais o presidente da Assembleia da República, Presidente da República e alguns sindicatos.

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