Sociedade

Plano de operações distrital de Leiria aposta num ataque inicial mais musculado para combater incêndios

10 mai 2019 00:00

As 11 câmaras de videovigilância que até agora apenas tinham a função de vigilância, passam agora a detectar incêndios.

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Jacinto Silva Duro

Um ataque inicial mais musculado para tentar resolver o incêndio é uma das principais apostas do Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria, divulgadas hoje em Pombal, durante a apresentação do Plano de operações distrital de Leiria.

O comandante distrital de Leiria, Carlos Guerra, precisou que desde que um incêndio é detectado, desde que esteja disponível, o despacho para o teatro de operações é de “um meio aéreo, ou em determinadas freguesias dois meios aéreos, três corpos bombeiros mais próximos e se houver disponível na zona, uma equipa do GIPS [Grupo de Intervenção Proteção e Socorro] e equipas de sapadores florestais”.

“Queremos muscular o mais possível o ataque inicial”, reforçou, explicando que a experiência tem demonstrado que “a chave do sucesso está no ataque inicial”.

Apesar de reconhecer que o tempo quente e o risco de incêndio se estende em vários meses, o Julho, Agosto e Setembro são previsivelmente os meses com temperaturas mais elevadas, logo “onde haverá mais empenhamento”.

O dispositivo conta com 24 equipas de intervenção permanente - mais 11 do que em 2018 -, pelo menos uma, em cada quartel do distrito, totalizando 120 bombeiros, a que se somam 214 elementos da GNR, sapadores florestais e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Entre 15 e 31 de maio, o dispositivo conta com 415 elementos das diversas entidades envolvidas no combate, um número que representa mais 24% em relação ao ano anterior, informou Carlos Guerra.

No período mais crítico, nos três meses de Verão, dispositivo terá disponíveis 583 elementos e 148 veículos, mais 29% do que a força de 2018. Estes números serão reforçados, sempre que necessário, por brigadas de combate a incêndios florestais, grupos de combate a incêndios florestais e de reforço a incêndios florestais fora de distrito.

As 11 câmaras de videovigilância que até agora apenas tinham a função de vigilância, passam agora a detectar incêndios.

“Este ano foi feito um update a este projecto e existe agora uma câmara que faz a deteção automática de incêndios. Ou seja, se detetar algo diferente em relação ao último varrimento da zona, será emitido um sinal sonoro”, revelou.

O operador pode verificar o que se passa, fazendo zoom e procurando confirmar se há um foco de incêndio. Em caso afirmativo, o despacho dos meios é efectuado de imediato.