Sociedade

A nova vida de Paulo Vicente, livre das amarras da política

2 nov 2017 00:00

Regresso. Já foi presidente da Câmara. Agora volta a ser o chefe da secretaria da escola da terra que o viu crescer.

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Num dia era presidente, horas depois passou a ser o chefe da secretaria. Ainda não eram 8:30 horas e Paulo Vicente já estava a passar os portões da sede do Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria. A entrada ao serviço é só às 9 horas. “Não quis chegar atrasado ou enganar-me na hora de entrada”, diz, em jeito de brincadeira.

No dia anterior, ainda tinha prestado declarações à comunicação social criticando a inacção do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. À noite, passou a pasta a Cidália Ferreira, que assumiu a presidência da Câmara Municipal da Marinha Grande.

Com uma diferença de pouco mais de dez horas, o senhor presidente passou a ser “apenas” Paulo Vicente, responsável pelos serviços da Administração Escolar. “Não sinto nada a falta de ser tratado por presidente. O Paulo sempre foi mais “importante” que o presidente da Câmara. Nunca confundi a função com a minha pessoa. Entrei de consciência tranquila e saí de consciência tranquilíssima”, revela no primeiro dia de regresso à vida civil.

Para o ex-presidente, “não são os lugares que fazem as pessoas, mas as pessoas que fazem os lugares”. “Por isso, quando exerci a função de vereador ou de presidente procurei ser sempre o mesmo”, sublinha.

À medida que chegam as colegas, sucedem-se os abraços, os beijinhos e muitos cumprimentos. Os elogios são rasgados. Numa secretária ainda com poucos papéis, Paulo Vicente volta a sentar-se na cadeira que tinha deixado vazia há oito anos.

Enquanto presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria nunca deixou a escola, o que acabou por suceder em 2009, quando o PS, encabeçado por Álvaro Pereira, venceu as eleições. O mandato foi renovado e Paulo Vicente manteve-se como vice-presidente, sendo surpreendido com o título de presidente meses depois, quando o autarca eleito renunciou ao cargo.

“Os cargos são transitórios. Não me candidatei e regresso às origens, ao meu posto de trabalho. Simples”, garante Paulo Vicente, afirmando que não sente falta do que deixou para trás. “Quando estou a exercer determinada função faço-o de alma e coração, a tempo inteiro. Esta função ficou em suspenso e agora regresso.”

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