Viver

Na política e agora nos negócios, sempre com a maior humildade

13 out 2018 00:00

João Pedrosa vai à Máquina do Tempo

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Daniela Franco Sousa

Chegou à Câmara da Marinha Grande com apenas 29 anos e no período de um mandato, liderado por Barros Duarte, João Pedrosa adquiriu uma espécie de curso intensivo sobre política local.

Hoje, afastado da vida política activa, o ex-vereador da CDU revela que outras aprendizagens tem feito desde então, em termos profissionais e pessoais. O desporto, a família, os amigos e a nova vida como comercial norteiam agora os dias do antigo autarca.

João Pedrosa nasceu há 42 anos. Foi na Praia da Vieira que sempre viveu e que estudou, até se licenciar em Recursos Humanos no ISLA de Leiria. Já trabalhava nessa área, na Roca, quando foi pescado pela CDU para integrar o executivo liderado por João Barros Duarte, entre 2005 e 2009.

Era jovem, trabalhava, tinha boas relações com toda a gente e morava na Freguesia de Vieira de Leiria e talvez, por todas essas razões, tivesse sido estrategicamente convidado para compor o executivo, supõe João Pedrosa.

O facto de o Bloco de Esquerda estar nessa altura muito forte, e de haver necessidade por parte da CDU de demonstrar a sua juventude na Câmara, podem também ter justificado a sua escolha, acredita o ex-autarca. Uma vez na Câmara, o jovem recebeu os pelouros do Desporto, da Cultura, da Juventude e da Educação.

João Pedrosa explica que, com todas aquelas pastas, entre as quais alguns temas com os quais nunca tinha tratado, a sua passagem pela Câmara foi uma “enorme aprendizagem”. No entanto, observa o ex-vereador, uma vez que o trabalho dos autarcas, seja nas Câmaras seja nas Juntas de Freguesia, é sempre alvo de crítica e nem sempre a mais justa, seria interessante criar uma disciplina obrigatória nas escolas, onde se aprendesse sobre o funcionamento da política local. Para se perceber precisamente como algum tipo de critica é infundada.

O trabalho nas autarquias “é um trabalho ingrato”, realça João Pedrosa. “Não se consegue agradar a todos, e há muitas críticas, que resultam precisamente do desconhecimento” de todos os constrangimentos da actividade, frisa o ex-vereador.

João Pedrosa recorda, por exemplo, a ocasião em quedeu instruções para a limpeza de praia com uma máquina, uma acção que foi interrompida pela capitania, apenas por não ter sido solicitada a respectiva autorização. Embora já tenha sido abordado por diferentes forças no sentido de integrar listas, João Pedrosa tem declinado.

Após a saída da Câmara seguiram-se dois anos de trabalho em Angola, onde o ex-vereador teve uma experiência de gestão financeira de empresas. O salário era atractivo, recorda João Pedrosa, mas, dois anos volvidos, outros valores se levantaram. As saudades da família, dos amigos e da Praia da Vieira fizeram-no regressar. Nos últimos três anos João Pedrosa tem trabalhado na Univesal Afir, na Marinha Grande.

Depois de um período de adaptação, como comercial -administrativo, mais voltado para funções internas, João Pedrosa tem vindo a acumular no último ano também as funções de comercial externo, tratando quer de encomendas e de orçamentos como do contacto directo com os clientes. Comercial numa empresa de aços exige o domínio da linguagem de moldes e há sempre muito para aprender, salienta o ex-autarca.

Quanto ao problema da escassez de recursos humanos que tem afectado a indústria de moldes, João Pedrosa preconiza uma solução. Basta que as empresas ofereçam condições salariais mais atractivas que com mais êxito vão encontrar os técnicos de que precisam. E isso não passa apenas por remunerar ligeiramente acima do salário mínimo nacional, considera o comercial.

De volta à sua praia, a viver do lado da sua companheira e com um emprego que lhe permite viajar duas ou três vezes por ano – a sua última grande viagem foi à Indonésia -

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