Desporto

Mauro, o wrestler português que dá a couve ao manifesto

6 dez 2018 00:00

O Activista vegano que obriga os adversários a comerem couves chama-se, na realidade, Mauro Chaves. A mania de ser “o bom da fita” começou a ver Tartarugas Ninja em Vieira de Leiria.

Foto: Chris Pearce/Monkey Flip
Foto: Oli Sandler/The Ringside Perspective
Foto: Oli Sandler/The Ringside Perspective
Foto: Oli Sandler/The Ringside Perspective

Sempre que atravessa a cortina e sobe ao ringue, Mauro Chaves torna-se em The Activist (O Activista), o lutador de wrestling que defende o veganismo até às últimas consequências. A convicção é tal que quando derrota os adversários, retira das cuecas um pedaço de couve em formato de caldo verde e obriga-os a comer.

Nojento? Provavelmente, mas é precisamente essa a mensagem que o lutador português quer fazer passar, porque ele também se enoja com todos aqueles que, nos dias de hoje, continuam a comer carne e são coniventes com as maldades por que os animais passam nos matadouros.

Tudo começou em Vieira de Leiria

Ele é, há meio ano, campeão da London Lucha League, uma competição inglesa que tem vindo a ganhar expressão no seio da modalidade. No entanto, tudo começou em Vieira de Leiria, onde residiu com os pais quando era criança. “Lembro-me perfeitamente de ir com o meu pai arrendar cassetes VHS das Tartarugas Ninja”, conta o lutador de 26 anos.

“Sempre tive interesse em desportos de luta, mas era mais o entretenimento que existia à volta da porrada. As Tartarugas Ninja eram um bom exemplo, porque eram sempre os bons da fita. Havia algo, não sei se as cores das personagens ou o bem vencer sempre o mal, que me captava e eu, desde criança, queria ser um Power Ranger.”

Contacto com o wrestling

Mas a vida de Mauro Chaves passou a ter um propósito quando, aos 10 anos, teve o primeiro contacto com o wrestling. “Estava a fazer zapping no quarto e aparecem-me dois homens mascarados a lutar. Um deles, o Kane, fez um chokeslam ao The Hurricane e o programa acaba logo de seguida.” Decidiu que na semana seguinte teria de estar mais cedo em frente ao ecrã.

“Pedi se podia jantar mais cedo, fui a correr para o quarto e assisti a algo que me marcou, de tal forma que decidi que precisava do wrestling na minha vida, porque me propiciava emoções que nunca tinha sentido.” Uma cena com as estrelas Randy Orton, Batista, Rick Flair e Triple H, “todos muito musculados”, com traições à mistura e muitos pontapés. “Percebi que não podia viver sem aquilo. Adoro as emoções que me faz sentir. ”

CM Punk, Jeff Hardy, Shawn Michaels, Thiple H e The Edge foram as cinco maiores influências de Mauro Chaves. “Tinham caparro, cabelo comprido e tatuagens. Queria ser assim quando crescesse”, explica o lutador que regularmente vai a Pombal matar saudades do progenitor.

Foi ver os espectáculos da WWE a Lisboa, mas tinha os bilhetes mais baratos, correspondente àqueles lugares que quase necessitam de binóculos. Saltou bancadas e fugiu de seguranças, tudo para ficar mais próximo dos seus heróis. Chegou até Triple H. “Toquei-lhe no peito e na mão. Fiquei maluco e decidi que queria ser lutador de wrestling.”

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