Sociedade

Leiria: Há uma porta para o além no maior centro espírita da Europa?

23 nov 2017 00:00

Médiuns e doutrinadores reúnem-se para - dizem - comunicar com espíritos. A casa chega a receber mil pessoas por semana.

Foto de Ricardo Graça
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Pelo centro espírita da Barosa, que muitos dizem ser o maior da Europa, chegam a circular mil pessoas por semana. Sexta-feira, 3 de Novembro, depois das canções de louvor a Deus acompanhadas à viola, depois da prece, o salão está praticamente repleto quando começa a palestra de Isabel Saraiva, 75 anos, presidente da Associação Espírita de Leiria. Ali prega-se a imortalidade da alma individual e o regresso ao lado de cá em vidas sucessivas. Mas o que torna o espiritismo diferente é a crença na comunicação com os espíritos por intermédio de médiuns, como quem telefona para o além. "Há justiça através da reencarnação", afirma Isabel Saraiva, dirigindo-se à assembleia, com quase 500 pessoas. "O espírito é imortal, retornará quantas vezes for necessário até alcançar a perfeição relativa da qual nos falou Jesus". Quando termina, já passa das 21 horas e está tudo pronto para os trabalhos da casa, até perto da meia-noite: o passe, a água fluidificada, a evangelização das crianças, o estudo para adultos e a sessão mediúnica de assistência psíquica – o alegado contacto com os que já morreram, que o JORNAL DE LEIRIA presenciou, no âmbito desta reportagem. A maioria dos frequentadores do centro espírita da Barosa conhece mal a doutrina espírita, de matriz cristã. Muitos estão ali pela primeira vez, outros vêm de propósito do estrangeiro. Daí a repetição nas palestras dos fundamentos codificados por Allan Kardec no Livro dos Espíritos, publicado inicialmente em França, no ano de 1857. Toda a prática espírita é gratuita e não existem rituais nem hierarquias sacerdotais. O espiritismo não se apresenta como religião, mas como doutrina filosófica de bases científicas com implicações éticas e morais. Que vê o planeta Terra como uma escola entre outros mundos habitados e a pluralidade de existências como a soma de aprendizagens, provas, missões e oportunidades de expiação. "Algo que a ciência quer pôr no tubo de ensaio, [mas] os espíritos não se apropriam a tubos de ensaio", resume Isabel Saraiva, a mulher que desde a década de 80 lidera o movimento espírita em Leiria.

 

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