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Férias diferentes a desbravar um "novo" caminho para Santiago de Compostela (com fotogaleria)

27 ago 2018 00:00

Os Novo da Batalha foram a primeira família a fazer o Caminho Braga-Santiago

Jorge, Lurdes e António no fim do caminho
Jorge, Lurdes e António no fim do caminho
Jorge, Lurdes e António no fim do caminho
Jorge, Lurdes e António no fim do caminho
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Jorge Novo
Fotografia: Lurdes Nunes
Fotografia: Lurdes Nunes
Fotografia: Lurdes Nunes
Fotografia: Lurdes Nunes
Fotografia: Lurdes Nunes
Fotografia: Lurdes Nunes

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António (13 anos) e Jorge Novo (53 anos) e Lurdes Nunes (49 anos) foram a primeira família a percorrer o Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros.

Cada vez mais pessoas percorrem o caminho para Santiago, em busca, não apenas de uma vertente espiritual e religiosa, mas também do património e vertente cultural e de aventura deste destino.

António foi o mais jovem peregrino a fazer o percurso até hoje. Jorge Novo, de 53 anos, professor e presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha, explica que, neste Verão, a família enveredou por um Caminho de Santiago quase virgem, juntando-se assim a centenas de peregrinos que já seguiram este trilho.

“Quando o fim é o princípio”, considerou, ao chegar à Praça do Obradoiro, Em frente à catedral de Santiago de Compostela, aludindo ao sentimento de muitos peregrinos quando concluem a jornada.

“O caminho não é fácil para quem não estiver preparado, dado que não existem muitos pontos de abastecimento/paragem. Este caminho ainda não tendo albergues, também não tem os chamados turigrinos. É realmente o melhor caminho”, destacou o peregrino. 

António Novo reconhece as dificuldades e as virtudes do trajeto: ”Apesar de já ter feito cinco caminhos, começando aos nove anos, este é o percurso mais difícil, mas é também o mais rico em história e paisagens naturais.”

Para Lurdes Nunes, as “paisagens espetaculares, principalmente o troço da geira romana, a mata da Albergaria, a paisagem lunar até Castro Laboreiro” merecem destaque.

“É um caminho duro e desafiante, por não estar marcado, o que obriga a andar com o GPS na mão. Não há locais onde se possa reabastecer, beber um café ou comprar algo, o que obriga a um esforço extra para transportar alimentação e água”, constata a peregrina.

“Em todo o caminho, o som da água a correr acompanha-nos, bem como muitas borboletas, insectos, aves. Isto é até ao momento, pois nunca se sabe o que o caminho nos reserva amanhã”, adianta a empresária.

Segundo a entidade que gere o Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros, também conhecido como Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro, em 2017, este foi percorrido por cem pessoas, estimando-se que o número cresça este ano.

A Associação Codeseda Viva e a Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro coordenam a investigação histórica e patrimonial do traçado e sobre outros recursos necessários à validação deste caminho, um trabalho iniciado em 2009 que pretendem ver reconhecido com a sua homologação até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

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