Desporto

Eram giras, com pinta e jogavam bem. E não é que continua tudo na mesma?

2 out 2019 00:00

São quase todas mães, têm muito mais para fazer, mas não resistiram à tentação de voltar a jogar andebol. A adesão tem sido surpreendente e algumas rivalidades são agora amizades.

eram-giras-com-pinta-e-jogavam-bem-e-nao-e-que-continua-tudo-na-mesma-10716

Chegam três, depois mais duas. Uma, depois outra, e mais outra, e mais outra, comparecem de sorriso aberto no pavilhão da Gândara para o quarto treino desta nova era.

Tudo seria absolutamente normal se estivéssemos a falar de uma qualquer equipa de formação da Sismaria. Mas não. Referir-nos ao novo team de veteranas, acabadinho de formar.

Continuam, todas elas, a parecer umas princesas e é difícil, sequer, assimilar que para muitas delas, como Sílvia Bernardino ou Marta Brito, passaram mais de duas décadas desde que espalhavam pura magia no saudoso e insubstituível pavilhão gimnodesportivo de Leiria.

Definitivamente, os anos não parecem ter passado por elas, apesar de todas já serem mães, exceptuando a Ana Luís, que vai bem a tempo. Os passes continuam a sair direitinhos para as mãos da colega, os remates potentes não dão hipótese às guarda-redes mais talentosas.

“Dizem-me que continuo a rematar exactamente como há 25 anos, quando deixei. Não sei se é bom se é mau”, confidencia-nos Sara Saragoça.

Mas não é por isso que quase trinta mães, esposas, profissionais da mais elevada estirpe, decidiram voltar a pegar na bola, ainda que, nos dias de hoje, a resina já lhes faça alguma confusão. As rivalidades de outrora, porque umas eram do Académico, outras da Juve e outras da União de Leiria, já foram esquecidas, garante-nos Rita Biel.

Ela era das mais populares jogadoras da nossa praça, mas temida que baste pelas adversárias. Ali, onde as origens são tão dispersas, havia naturalmente perfis que ainda não tinham encaixado.

“Há pessoas contra quem joguei a vida toda e com quem nunca tinha trocado uma palavra. A piada maior disto tudo é poder reciclar amizades e esbater essas antipatias”, conta. O que as une hoje foi o que sempre as separou.

Belmiro Gante, presidente do clube da Estação, estava estupefacto com a adesão. Quem lhe dera que o fenómeno se estendesse aos escalões de formação do emblema que dirige numa altura em que o andebol deixou de ser viral.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes

Sabia que pode ser assinante do JORNAL DE LEIRIA por 5 cêntimos por dia?

Não perca a oportunidade de ter nas suas mãos e sem restrições o retrato diário do que se passa em Leiria. Junte-se a nós e dê o seu apoio ao jornalismo de referência do Jornal de Leiria. Torne-se nosso assinante.

Já é assinante? Inicie aqui
SAIBA COMO