Viver

'Despacito', 'kizomba' e 'kuduro' a toque de concertina? No Vale da Rosa, claro!

24 ago 2017 00:00

Caranguejeira: Carlos Barbosa ensina método único para tocar instrumento.

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Jacinto Silva Duro

Carlos Barbosa ensina concertina há 27 anos, na Caranguejeira (Leiria). Em Abril, concretizou um sonho antigo e abriu uma escola de concertinas e acordeão. Passados apenas quatro meses, diz que a sua é a “maior escola de concertinas da região” com mais de 100 alunos.

O mais velho tem a provecta idade de 83 anos e a mais jovem apenas cinco. A razão para o sucesso, além do alegre som do instrumento que cativa todos quanto o escutam, é o método de ensino, único, criado pelo próprio Carlos Barbosa.

E não fique a pensar que as concertinas apenas tocam modas e viras tradicionais portugueses. Os alunos que frequentam a escola que funciona nas instalações do Rancho Folclórico do Vale da Rosa são ases a fazer interpretações de temas como o Despacito ou o velhinho Enola Gay, não desdenhando uma incursão ao território da kizomba e do kuduro.

Tocam até temas que fizeram os anos 80, como Em Playback, de Carlos Paião. O ensino da concertina, por norma, é feito por ouvido, mas como os “povos do sul” são mais duros de tímpano, ao contrário dos portugueses nortenhos, onde o instrumento é popular, Carlos numerou os botões da concertina e a abertura e fecho do registo.

 

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