Desporto

B-girl Vanessa dá show nas maiores battles de breakdance do planeta

30 mai 2019 00:00

Vanessa Farinha emigrou para Londres à procura de um lugar no mundo da dança. Hoje, é uma referência na modalidade que promete “apimentar” os Jogos Olímpicos de 2024.

Fotografias: Eva Berten
Fotografias: Eva Berten
Fotografias: Eva Berten

Ultimamente tem sido sempre assim, e o recente Red Bull BC One UK Cypher B-Girling, que as fotos documentam, é disso exemplo. No epílogo da battle decisiva, os jurados não têm quaisquer dúvidas e levantam a folha com o nome da b-girl Vanessa. Ela ajoelha-se, comovida, mas feliz por ter derrotado a b-girl Rawgina e, dessa forma, garantido um lugar na final mundial do evento.

É uma bela história de resiliência com final feliz. E tudo começou em 2014, quando Vanessa Farinha pegou nas malas e mudou-se para Londres. Deixou a família em Leiria e partiu. Porquê? “Precisava de um desafio”, diz. Tinha acabado o estágio como professora de dança numa academia em Alverca, mas queria mais. A solução estava para lá do Canal da Mancha.

Habituou-se rapidamente ao frio, à chuva e aos dias cinzentos, porque só lá poderia acordar, todas as manhãs, de sorriso nos lábios, a fazer o que realmente gostava, num mundo com maiores apoios e variadas oportunidades, recompensadas com outro tipo de remuneração.

Chegada à capital britânica, rapidamente percebeu que o estilo que tinha adoptado era visto com outros olhos. Dera os primeiros passos de breakdance – ou breaking - na Estação do Oriente, com um amigalhaço b-boy, quando trocou a pacatez dos Pousos e as aulas de hip-hop no ginásio à porta de casa pela agitação de Lisboa para frequentar um curso de dança.

Começou a treinar mais e a entrar em competições a ganhar nome e fama nas afamadas battles. Com as primeiras vitórias, a b-girl Vanessa deixou de ser uma ilustre desconhecida e começou a seleccionar as competições de maior peso para mostrar a sua alma.

“Atingi um nível que nunca imaginei. Os meus ídolos são agora os meus concorrentes”, exclama, convicta de que “dedicação e persistência fazem os sonhos tornar-se realidade”.

Ganhou competições onde “nunca na vida” pensou, sequer, ter a “oportunidade de pisar o palco”, como o World B-Boy Classics B-Girling, na Holanda, o Porto World Battle, em Portugal, o Battle Hip-Opsession, em França, o Battle of Est B-Girling, na Estónia, e até o já citado Red Bull BC One UK Cypher B-Girling, no passado mês de Abril, no Reino Unido. Pode ver o vídeo da exibição de Vanessa aqui.

Para ela, o breaking é tudo. É profissão, é hobby, é paixão e até é terapia. “Quando os momentos mais difíceis chegam, sei que posso sempre ir treinar e usar a única coisa que está sempre lá, que é a dança, nem que seja para abstrair dos problemas.”

Jogos Olímpicos

Entretanto, no horizonte, avista-se uma nova competição. A maior de todas. O breaking deverá estrear-se nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Os organizadores propuseram ao Comité Olímpico Internacional a inclusão desta modalidade, mas também a continuidade do surf, do skate e da escalada, que se estreiam em Tóquio’2020.

“Queremos ligar-nos a desportos que são disputados em todo o mundo para darmos aos Jogos uma dimensão mais urbana, ligada à natureza, mais artística”, anunciou o presidente do comité organizador, Tony Estang

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