Sociedade

Tribunal de Leiria condena funcionária de junta por fogo posto

1 out 2026 15:07

Aplicada pena de dois anos de prisão suspensa por dois anos. Incêndio ocorreu a 4 de Outubro do ano passado, em Pelmá, Alvaiázere

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Maria Anabela Silva

Uma funcionária da Junta de Freguesia de Pelmá, em Alvaiázere, foi, esta tarde, condenada a dois anos de prisão, pena suspensa por igual período por um crime de incêndio. O Tribunal de Leiria determinou ainda que a arguida deve continuar o tratamento psiquiátrico que está a receber e terá de pagar ao Estado as despesas relacionadas com o combate às chamas, estimadas em 554,73 euros.

Durante a leitura do acórdão, a presidente do colectivo de juízos explicou que a moldura penal foi desagravada – de crime de incêndio agravado para simples -, mas frisou a gravidade da conduta da arguida. “O que fez é muito grave”, afirmou a magistrada, dirigindo-se à arguida, que, durante o julgamento, confessou ter ateado o fogo, ocorrido há um ano, numa zona de pinhal, com casas nas imediações.

No depoimento que prestou ao tribunal, a arguida disse que tinha provocado o incêndio porque "estava muito zangada com a mãe", de quem é cuidadora. “Fê-lo porque achava que se houvesse outro fogo a sua mãe ir para o lar. Era essa a sua intenção?”, questionou a presidente do colectivo durante a leitura do acórdão, com a arguida a fazer um sinal afirmativo com a cabeça.

O tribunal deu como provada a acusação, segundo a qual, na noite do incêndio, na sequência de um "mais um" desentendimento com a mãe, saiu de casa em direcção ao pinhal, com um isqueiro e acendalhas e ateou o fogo, que destruiu cerca de 3.000 mil metros quadrados de área florestal. No combate às chamas estiveram envolvidos 25 operacionais, apoiados por sete viaturas.