Viver

Palavra de Honra | Ser genuinamente boa pessoa não devia sair de moda

21 set 2026 17:37

Samuel Nogueira Ramos, designer gráfico e multimédia

palavra-de-honra-or-ser-genuinamente-boa-pessoa-nao-devia-sair-de-moda

- Já não há paciência ... para dizer «bom dia» e receber silêncio. Um bom dia ainda é grátis e, às vezes, até melhora o dia de alguém.

- Detesto... ver as pessoas de quem gosto tristes. E o egoísmo. Talvez porque ainda acredito que há espaço para todos.

- A ideia... de que a Inteligência Artificial resolve tudo sozinha assusta-me. Uso-a regularmente, mas ainda gosto de acreditar que a melhor ferramenta continua a estar entre as nossas orelhas. A IA ajuda, acelera e desbloqueia. A criatividade continua a ser nossa.

- Questiono-me se... alguma guerra alguma vez fez sentido. A vida podia ser tão simples e tão bonita se o dinheiro e o poder não complicassem tanto as coisas.

- Adoro... a minha mulher e os meus filhos. Depois, sem nenhuma ordem especial: comer, viajar, conversar e encontrar gente boa pelo caminho.

- Lembro-me tantas vezes... das minhas raízes ribatejanas. De apanhar vime com o meu avô, vê-lo fazer cestos e comer torradas na brasa com alho e azeite. E de entregar correio com o meu pai e ouvir as histórias da aldeia. Talvez tenha começado aí, sem saber, a minha aprendizagem da arte e das pessoas.

- Desejo secretamente... ter muito tempo. O suficiente para ver os meus filhos crescer, seguir os seus caminhos e continuar por perto quando precisarem de mim.

- Tenho saudades... da infância em que havia tempo para tudo: futebol nos terrenos, berlindes e Tom Sawyer à hora marcada. Não havia botão para andar para trás. Talvez por isso aproveitássemos melhor o que estava a acontecer.

- O medo que tive.. de perder alguém de quem gosto. Talvez seja apenas o preço de gostarmos verdadeiramente de alguém.

- Sinto vergonha alheia... da má educação e da falsidade. Continuo a achar que ser genuinamente boa pessoa não devia sair de moda.

- O futuro... vejo-o sempre com otimismo. Sou um romântico. Se deixarmos de acreditar que amanhã pode ser melhor, aí sim, estamos tramados.

- Se eu encontrar... um botão para abrandar o tempo, prometo partilhar. Mas primeiro vou experimentá-lo cá em casa.

- Prometo... não desistir de quem eu mais gosto. Sobretudo quando for mais fácil desistir.

- Tenho orgulho... no que faço, mas ainda mais no que a minha mulher e os meus filhos têm conseguido, sobretudo quando o caminho não é fácil e insiste em pôr obstáculos à frente. Fico feliz quando os meus estão felizes. E, claro, tenho muito orgulho em ter respondido a isto tudo sem ajuda da Inteligência Artificial!