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Orfeão de Leiria festeja 80 anos: “O ensino artístico precisa de expansão. Há clientes”
Vítor Lourenço, presidente do Orfeão de Leiria, revela que o conservatório de artes, actualmente com 850 alunos, sonha com uma nova casa
Neste sábado, 11 de Julho, tem lugar no Teatro José Lúcio da Silva a gala lírica que assinala 80 anos do Orfeão de Leiria. Com início às 21:30 horas, o programa faz passar pelo palco a Orquestra de Sopros de Leiria (com direcção de Luís Casalinho) e o Coro do Orfeão de Leiria, sob orientação de João Ferreira, além dos solistas Nuno Mendes (saxofone) e Manuela Moniz (soprano). Música sinfónica e operática, jazz, música coral, de compositores como Ennio Morricone, George Gershwin, Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini e Andrew Lloyd Webber. O presidente do Orfeão de Leiria, Vítor Lourenço, revela projectos para o futuro.
O que seria uma prenda de aniversário para o Orfeão de Leiria?
Instalações. A nossa crise de crescimento não nos permite acolher mais alunos. Tudo o que é o Orfeão de Leiria, no seu conjunto, já não cabe naquelas instalações. É urgente encontrarmos uma solução.
São necessários apoios?
O Orfeão precisou sempre da comunidade para nos ajudar e continua a precisar. Este associativismo cultural não existe sem a comunidade.
Há algum projecto ou ideia de investimento?
Existe o desejo. A nossa primeira preocupação é pensar no futuro. Aquele edifício não pode ser ampliado mais e portanto temos de encontrar alternativa. O ensino artístico em Leiria precisa de ter expansão porque há mais clientes. É um grande desejo nosso e vamos ter isso como objetivo primeiro. Temos uma escola organizada e tecnicamente qualificada, falta a parte material. Estamos numa crise de crescimento. No ano passado tivermos que recusar alunos porque já não temos espaço.
Quantos frequentam o Orfeão de Leiria?
Desde os mais pequeninos até ao seniores temos 850 alunos. Aquela casa foi contruída a pensar em 400 alunos. É uma dimensão acima dos limites.
E professores?
Temos um quadro de professores em que mais de 95 por cento tem mestrado e formação profissional para o ensino da música e da dança.
E identificam alguma mudança nos interesses dos alunos e das famílias?
Temos uma oferta diversificada. Poderíamos ter mais oferta, mas não temos instalações para mais. Para actualizarmos algumas áreas de formação precisávamos de ter outras instalações. Temos música, temos dança e temos teatro. Podíamos ter expressões artísticas que hoje são contemporâneas e que o Orfeão ainda não tem condições para desenvolver. O clássico continua sempre presente na formação, mas depois há expressoes modernas que a escola também tem de oferecer.
Que orçamento é necessario anualmente para colocar uma máquina com esta dimensão a funcionar?
É um orçamento sempre muito grande, uma escola com esta dimensão não funciona nunca a menos de 1 milhão de euros por ano.
O papel de conservatórios de artes como o Orfeão de Leiria alterou-se ao longo do tempo?
O papel continua a ser o mesmo. Não se alterou o financiamento do Ministério da Educação.
No ensino artístico, o Orfeão de Leiria está subfinanciado pelo Ministério da Educação?
Claro que está. Temos de ter 30% no mínimo de receitas próprias.