Saúde

Novo centro de saúde de Santa Eufémia e Boa Vista vai custar 1,5 milhões de euros

2 abr 2024 17:18

Projecto foi aprovado, esta tarde, em reunião de câmara de Leiria. A nova unidade nascerá junto ao cruzamento da estrada do Alqueidão, que liga Santa Eufémia e Boa Vista

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Novo centro de saúde vai servir Santa Eufémia e Boa Vista
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Maria Anabela Silva

A Câmara de Leiria aprovou, esta tarde, a construção do novo centro de saúde que irá servir Santa Eufémia e Boa Vista. Com um custo estimado em 1,5 milhões de euros, a unidade será edificada no gaveto entre a estrada do Alqueidão, que liga Santa Eufémia e Boa Vista, e a via que liga Santa Eufémia e Leiria.

De acordo com o projecto aprovado pelo executivo, a unidade terá cinco gabinetes médicos, um dos quais para internos, uma sala de tratamentos e três gabinetes de enfermagem, além da recepção/sala de espera. Disporá ainda de 20 lugares de estacionamento para o público e oito destinados aos profissionais de saúde.

Na reunião de câmara, foi ainda aprovada a abertura do concurso, que carece agora de visto do Tribunal de Contas. Só depois disso avançará a obra, que tem um prazo de execução previsto de 540 dias.

A propósito desta aprovação, o presidente da câmara, Gonçalo Lopes, realçou a aposta do município na construção de novos equipamentos na área da saúde, três dos quais já concretizados – Bidoeira de Cima, Amor e Parceiros –, o de Santa Eufémia/Boa Vista em fase de adjudicação e os de Barreira e Pousos em planeamento.

“Ficamos com melhores condições de trabalho para os profissinais de saúde e com a possibilidade de as unidades terem novas valências”, frisou o autarca.

Reconhecendo que a construção de infra-estruturas “resolve parte do problema” da saúde no concelho, Daniel Marques, vereador independente eleito pelo PSD, lamentou que a questão da falta de médicos de família continue sem resolução à vista. Pelo que, exortou a maioria socialista a “pressionar” o Governo para que sejam tomadas medidas com vista à ultrapassar essa lacuna.

“Actua-se ao nível dos equipamentos, mas o que faltam são pessoas”, afirmou Daniel Marques, alegando que o projecto Bata Branca, que consiste na contractualização de serviços médicos, resolve “pontualmente”, mas "não garante o acompanhamento continuado que deve ser prestado pelo médico de família”.

Por seu lado, Branca Matos, vereadora do PSD, alertou para a necessidade de se pensar os centros de saúde como unidades de retarguarda dos hospitais, funcionando como Serviços de Atendimento Permanente até às 20 horas.

Em resposta às considerações da bancada da oposição, o presidente da câmara disse que vai aguardar pelos 60 dias que o novo primeiro-ministro anunciou como prazo para apresentação de um plano de emergência para a área da saúde, antes de fazer qualquer diligência junto da tutela.