DEPRESSÃO KRISTIN

Nazaré e Porto de Mós com mais 20 ME de danos em infra-estruturas municipais

14 fev 2026 08:30

À medida que os trabalhos de limpeza avançam, vão pondo mais a descoberto os prejuízos causados pela Kristin

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À medida que os trabalhos de limpeza avançam, vão pondo mais a descoberto os danos causados pela depressão Kristin e os municípios começam a fazer contas aos prejuízos. No caso da Nazaré, o presidente da câmara, avançou, no final da semana passada, durante uma visita do ministro das Infraestruturas, com uma estimativa de 15 milhões de euros de danos só em infra-estruturas municipais. Mas, fonte da autarquia, sublinhava, na terça-feira, que se trata de uma primeira estimativa e que valor vai ser “muito mais alto”.

Na terça-feira, em reunião de Câmara da Nazaré, o presidente salientava que, até então, tinham sido registadas 940 ocorrências nas três freguesias e que houve danos sérios em infra-estruturas públicas como as piscinas e o cine-teatro, que encerraram por tempo indeterminado.

Em Porto de Mós, na última reunião de executivo, o presidente da autarquia adiantou que os danos no património público irão superar os 5 ME. Segundo Jorge Vala, muitos dos edifícios municipais sofreram estragos. Foi o caso do cine-teatro e do cemitério de Porto de Mós, de várias escolas, dos armazéns municipais, do Castelo e dos pavilhões gimnodesportivos de Mira de Aire e do Juncal. T

ambém o recinto das Festas de São Pedro ficou danificado, o mesmo acontecendo com “centenas de sinais verticais, muitos dos quais ficaram irremediavelmente perdidos, estruturas de outdoors e muito mobiliário urbano”.

Jorge Vala disse ainda que “a seguradora já enviou um perito para fazer o levantamento dos prejuízos” e que a revisão do orçamento municipal, que está em preparação para acomodar o saldo de gerência, será, em grande parte, “canalizada para a recuperação” e para o reforço dos apoios às associações e às IPSS, que “sofreram muito com mais este abalo”.

Questionado sobre a situação da EN243, que liga Porto de Mós e Mira de Aire e que se encontra cortada na zona de Alcaria, desde a tempestade, o presidente da câmara assegurou que está a ser feita uma “monitorização dia-a-dia” e que a Infraestruturas de Portugal irá refazer o projecto que tinha para um troço da estrada para incluir a parte agora danificada.