Sociedade
Município de Leiria aprova parecer desfavorável a ampliação de exploração de areias em Monte Redondo
Hoje, dia 11, será realizada uma sessão de esclarecimento ao final da tarde, agendada e conduzida pela Agência Portuguesa do Ambiente e com a presença da empresa exploradora
Luís Lopes adiantou, na reunião de câmara desta segunda-feira, que a autarquia tem manifestado várias preocupações, não só com esta exploração, mas com outras. “Há uma real preocupação com a exploração de recursos naturais. Temos consciência que estes recursos estão neste sítio e não noutro. Ainda assim, não é salvo-conduto para que estes recursos não sejam explorados, mas sobretudo, que não haja a protecção dos recursos que ainda continuam neste território”, destacou.
O vereador com o pelouro do Ambiente reforçou que o município “nada tem contra a actividade das empresas, até porque algumas delas têm sede no concelho e são importantes” e tem “consciência de que quando se apela ao reforço e à qualidade de habitação” se está a falar “de recursos que são absolutamente essenciais para que isso aconteça”.
Exploração regrada
No entanto, a "sua exploração tem de ser regrada sem colocar em causa a qualidade de vida de todos os leirienses”.
Por seu lado, Nuno Serrano disse que a proposta de ampliação prevê “uma produção de 825 mil toneladas por ano e uma exploração projectada para mais 38 anos”, a que "acresce ainda uma preocupação" que não pode ser desvalorizada: "a emissão de poeiras e, em particular, de partículas de sílica respirável, numa exploração desta dimensão e com habitações na proximidade”.
O vereador do PSD acrescentou que se quer que “Monte Redondo se desenvolva, que o seu parque industrial atraia empresas e investimento e que a freguesia seja capaz de atrair novos residentes”, ampliar uma exploração de inertes estaria a “aumentar significativamente a pressão de uma atividade extrativa junto das populações”.
Já o vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, disse que nada tem “contra estas empresas e esta economia, mas já existe uma pressão imensa” naquela zona.
Hoje, dia 11, será realizada uma sessão de esclarecimento no Centro Escolar de Monte Redondo ao final da tarde, agendada e conduzida pela Agência Portuguesa do Ambiente, e “terá a presença da empresa para apresentar o seu estudo de impacto ambiental”, informou Luís Lopes, referindo que a consulta pública no portal Participa termina a 20 de Agosto.