Sociedade
Homem morre em Monte Real por intoxicação com origem em gerador
Em Alcobaça uma intoxicação do mesmo género afectou nove pessoas, cinco em estado grave
Um homem morreu na madrugada de hoje em Segodim, Monte Real, no concelho de Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Protecção Civil. Em Alcobaça uma intoxicação do mesmo género afectou nove pessoas, cinco das quais ficaram em estado grave
De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Leiria, o alerta para a ocorrência em Segodim, na União de Freguesias de Monte Real e Carvide, chegou às autoridades pelas 02:30 horas. Fonte do Comando Territorial de Leiria da GNR adiantou que vítima tinha 74 anos.
Em Alcobaça, a ocorrência teve lugar em Fervença. Segundo Leandro Domingos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, tratou-se de uma “intoxicação com monóxido de carbono, na noite de ontem [sábado], porque tinham um gerador dentro da habitação”. As vítimas têm idades compreendidas entre os 22 e 65 anos, tendo sido transportadas para as unidades hospitalares de Alcobaça e Leiria.
Nas redes sociais, a GNR de Leiria alerta que com o frio se procura o conforto das lareiras e, em caso de falha de energia, se recorre a geradores, mas ambos “podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal”.
O Comando Territorial de Leiria lembra que, em caso de lareiras e braseiros, “a ventilação é vital”, pedindo aos cidadãos que deixem “sempre uma fresta numa janela”.
Por outro lado, salienta a necessidade de limpeza de chaminés, pois “uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa”, apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.
Quanto aos geradores, estes devem estar sempre no exterior, nunca o ligando “dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas”.
Neste caso, tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que “o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação”, além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.
Os sinais de intoxicação são “dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita” e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.