Sociedade

Henrique Sommer é a terceira melhor escola pública do País no secundário

3 jul 2020 09:37

Na elaboração das listas das escolas com melhores resultados nos exames nacionais, a Maceira voltou a ocupar o primeiro lugar no distrito de Leiria

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A escola da Maceira começa a ser um habitué no topo do ranking das escolas públicas da região e do País
Ricardo Graça/Arquivo

Com uma média de 12,69, acima da do distrito de Leiria (10,95) e do País (10,76), a Escola Básica e Secundária Henrique Sommer, na Maceira, concelho de Leiria, lidera o ranking dos exames do secundário no distrito e concelho de Ourém (distrito de Santarém).

A lista elaborada pelo jornal Público, que abrange todas as escolas que realizaram mais de 50 exames, coloca ainda a Maceira como a terceira melhor do País, atrás da Escola Secundária Infanta D. Maria, Coimbra, (12,76) e da Escola Secundária Alves Martins, Viseu, (12,71).

Jorge Bajouco, director da Escola Básica e Secundária Henrique Sommer admite que, “nos últimos anos, verifica-se, realmente, uma consistência nos resultados”.

“Embora o ensino secundário seja uma valência que nos é cada vez mais cara e grata, registo essa consistência, com mais propriedade no 9.º ano, o final do ciclo de estudos que define a matriz deste agrupamento”, sublinha o responsável.

O director entende que, “pelo significado que possam ter, estes resultados decorrem de um trabalho conjunto que se tem cimentado, ano após ano, tendo em conta um corpo docente que se revê no projecto da escola, que ele próprio vai ajudando a construir, e que tem no secundário uma referência de particular significado, face à natureza da escola, da comunidade que serve e da região em que a se insere”.

“A matriz de escola com ensino secundário veio a afirmar-se com visibilidade para a população escolar, acompanhando e integrando as actividades e os projectos da escola”, acrescenta.

Jorge Bajouco lembra que a Maceira foi desafiada há mais de 20 anos a avançar com ensino secundário, “em contingência da rede escolar difícil em Leiria”.

Apesar das dificuldades estruturais e organizacionais do parque escolar e dos recursos existentes, o director considera que o projecto “veio a ganhar condições e estabilidade, a que não foi alheia a fixação do corpo docente (alguns já com 30 ou mais anos de Maceira) e a definição do projecto educativo”.

As limitações e as condicionantes que a escola enfrenta vão sendo “superadas ou reajustadas”, com a colaboração dos responsáveis e a entreajuda manifestada entre os profissionais e a comunidade escolar. “O Perfil de Aluno na Maceira, integrando a valência do secundário, foi-se prescrevendo e tentando encontrar as respostas mais consentâneas com esta realidade de Escola/Agrupamento de uma zona sub-urbana, com condições sócio-económicas medianas e onde a generosidade e a espírito familiar da comunidade são valores a aproveitar para a sala de aula e para o pátio escolar”, destaca Jorge Bajouco.

O professor confessa que tendo poucos cursos e um grupo de alunos bem definido permite, “desde logo, um nível de intervenção mais acolhedor e mais personalizado”. “O meio em que se insere a escola permite, igualmente, um cunho mais familiar e mais enquadrado nos interesses de cada um. Assim, alunos, professores, recursos didácticos e pedagógicos, disponibilidades físicas e organizacionais conjugam-se mais facilmente para um ambiente de valorização das aprendizagens. As horas de apoio, sempre previstas para este efeito, são “muito caras” e devem ser bem aproveitadas”, adianta.

“O roteiro ‘rankings’, com toda a carga perturbadora, que teima em persistir, criou, igualmente, um estigma que leva a juntar os interesses individuais ao interesse maior da escola…. ‘joga-se pela camisola’”, revela o director, que não esconde que o ensino secundário tem tido “apenas um ou dois cursos, com incidência nas Ciências e Tecnologias e um curso pr

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